Foto: Renan Mattos (Diário)
Local está fechado desde março de 2016
O Restaurante Popular Dom Ivo Lorscheiter, fechado desde 2016, passará por mais uma licitação. A novela que constrange a administração municipal se arrasta por uma série de motivos: desde licitações desertas para o conserto das panelas industriais e da elaboração do PPCI quanto outros entraves. Na manhã desta sexta-feira, o Executivo local publicou em seu site um edital para abertura de licitação para a contratação de uma empresa que fique responsável pelos serviços de reparo do telhado e do sistema de recalque de água da unidade, que fica em anexo ao centro administrativo, na Rua Pantaleão.
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A licitação está orçada em R$ 13,2 mil e a empresa que vencer o certame terá até 45 dias para a conclusão das atividades. Após essa demanda ser equacionada, a tarefa da prefeitura é viabilizar uma nova licitação. Desta vez, para a contratação de uma empresa que fique responsável pela administração do local. Ou seja, ela terá de fazer as refeições e cuidar da manutenção do espaço. A tendência, conforme o secretário de Desenvolvimento Social, João Chaves, é que essa licitação seja colocada na rua até a metade do mês de maio.
Prudente ao falar, por já ter cuidado dessa demanda em outras vezes, ele, agora, afirma que não dará previsão de reabertura do local:
- O que te digo é que trabalho diuturnamente para viabilizar isso (a reabertura). Te falo porque sei o quanto os trabalhadores e as pessoas de baixa renda precisam do restaurante em pleno funcionamento.
Após tudo feito, uma nova vistoria deve ser feita pelo Corpo de Bombeiros, explica Chaves. O secretário atualizou à coluna ainda sobre o PPCI que, segundo ele, já foi finalizado e executado.
PREÇO E JUSTIFICATIVA
A tendência é que uma vez em operação novamente, o restaurante ofereça refeições - com acompanhamento nutricional - ao preço de R$ 3,50, projeta o secretário. Quando fechou as portas, o custo do prato era de R$ 2 e eram servidas, em média, 500 refeições diárias.
A prefeitura, como justificativa, tem dito que a população pode recorrer às cozinhas comunitárias - que são sete e localizadas em diversos pontos da cidade. Mas não é, nem de perto, algo que possa suprir a falta do Restaurante Popular.