O radar de possibilidades para lucrar com pautas está invariavelmente ligado pelos edis. Que dirá em ano eleitoral. E na última semana, parte da bancada dos vereadores viu no transporte coletivo (mais especificamente no aumento da passagem) a chance de lucrar (e também lacrar). Tanto na Praça Saldanha Marinho quanto no ato em frente do Legislativo, vereadores (quase totalidade da esquerda) e possíveis candidatos à Assembleia gaúcha sinalizaram por “tarifa zero” e “passe livre já”.
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Não está necessariamente errado. Esse colunista, mesmo, tem dito e repetido que sem subsídio (dos vários governos e, portanto, da sociedade) não há como ter tarifa barata ou zerada. Agora, apenas o discurso é muito fácil para uns e outros. Melhor fariam se, além de defender as propostas, trouxessem a forma de financiamento.
Em tempo: a história conta que quem primeiro falou na tarifa zero não foi parlamentar ou um militante estudantil. Há coisa de sete anos, o empresário Edmilson Gabardo, prócer do setor, tocou no assunto, como possibilidade real, em encontro do Conselho Municipal de Transportes. O pioneirismo dele precisa ser lembrado nessa hora. Ou não?
SOB NOVA DIREÇÃO
Conferindo os nomes anunciados pelo PSDB, em encontro na última segunda, constata-se que todos os principais dirigentes têm história (ou voto popular) no tucanato local. Com direito a dois vereadores e dois ex, sendo que um deles, João Chaves, também já presidiu o partido não faz muito tempo. Ah, e todos têm ligação, inclusive três são CCs, com a atual administração municipal, liderada por um pessedista, Rodrigo Decimo.
SOB NOVA DIREÇÃO II
Há uma dúvida, quanto ao futuro próximo do PSDB: a possível candidatura de Admar Pozzobom, o novo presidente. Se for, será a deputado federal. Ninguém o imagina disputando espaço com o irmão, Jorge, agora no PSD, e pré-candidato à Assembleia. Ah, além de Admar e do já citado Chaves (secretário), estão na nova direção Givago Ribeiro (vice), Aline Neves (1ª secretária) e Juliano Soares (tesoureiro).
IRREVERSÍVEL?
A não ser que algo diferente ocorra, está cristalizada no PT local a dupla candidatura à Assembleia. Irão mesmo à disputa Sidinei Cardoso e Valdir Oliveira. Pela movimentação de ambos nas redes sociais, o quadro parece irreversível. E isso será possível constatar (ou não), no regabofe dos 46 anos da sigla, festejados neste sábado, no Clube Comercial. Ah, o jantar é por adesão e custa 40 pilas.
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MENOS, MENOS!
A depredação dos tapumes da obra de restauração da fachada do Palacete da Vale Machado elevou a temperatura do parlamento. Vereadores direitistas evocaram até, acredite, o “8 de janeiro” para dizer que foi um ato antidemocrático e que deveria ter o repúdio dos edis da esquerda. As discussões e provocações se deram tanto em grupos de troca de mensagens quanto “cara a cara”. Pois é!
PARA FECHAR!
Consultados, nenhum edil ou outro graúdo se pronunciou. Logo, não haveria motivos para a Executiva do PP negar a pré-candidatura à Assembleia a Marlene Nascimento. O risco, porém, de “cristianização” existe e, na prática, só o grupo “Renovar” fazer campanha efetiva para a primeira suplente da bancada pepista na Câmara. Exagero claudemiriano? Vai no histórico eleitoral do PP na cidade e confirma.