Aumento aos servidores da Câmara e mal-estar com edis

Aumento aos servidores da Câmara e mal-estar com edis

Foto: Vinicius Becker (Diário)

Votação madrugada adentro do último dia 23 de abril, que encerrou às 3h30min, ganhou ingrediente adicional: vereadores que se opuseram tanto à revisão geral anual dos servidores da Câmara quanto à correção do auxílio-alimentação.

No primeiro, os votos contrários vieram da dupla Luiz Roberto Meneghetti (Novo) e Tubias Callil (PL). Já a polêmica maior se deu na contrariedade do quarteto Givago Ribeiro (PSDB), Meneghetti, Lorenzo Pichinin (PSDB) e Tubias à elevação do chamado “vale boia”.

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Nos corredores, os funcionários já esperavam o único voto certo que seria oposição aos dois pleitos, o do vereador Meneghetti, em função da linha de atuação do Novo. O que incomodou, no entanto, foi o fato de Givago – pelo que a coluna apurou – ter tentado liderar campanha junto aos vereadores contra tanto à revisão salarial quanto à correção do vale-alimentação.

O estranho ou a ironia disso é que os próprios Cargos de Confiança dos gabinetes dos contrários aos pleitos, poderiam tanto ser penalizados ou favorecidos com esse tipo de voto.

Em tempo: os servidores efetivos haviam se articulado e há mais de mês entregaram documento à presidência com a solicitação da revisão geral anual (direito constitucional). Cechin prontamente atendeu e levou o pleito para análise da Mesa Diretora. Daí até a aprovação houve meia dúzia de sessões.

Primeiro encontro

Alexandre Pahim, do PC do B, Alídio da Luz, do PSol, Celso Carvalho, do PSB, Paulo Burmann, do PDT e Sidinei Cardoso, do PT. Um encontro até agora inusitado das principais siglas de esquerda na comuna. Foi na quarta-feira e serviu para, segundo Cardoso, “alinhar forças e consolidar a união” na cidade, pela aliança PDT/PT, Juliana Brizola/Edegar Pretto. De inhapa, outra presença ilustre: o presidente do PDT/RS, Pompeo de Mattos.

Papel de Burmann

Se havia alguma dúvida, agora deixou de existir. Ex-reitor da UFSM, Paulo Burmann, presidente municipal da sigla, é uma das referências para o PDT estadual. Tanto que virou coordenador da elaboração do Plano de Governo da chamada Frente Ampla, que terá a pedetista Juliana Brizola como candidata a governadora, e o petista Edegar Pretto sendo o nome a vice. É reconhecimento interno do PDT, mas certamente teve a chancela também do PT.

Papel de Burmann II

Um dos fatores, também, que certamente contribuiu para a escolha e nomeação de Burmann (foto) para a função, é o fato de não ser candidato em outubro. Ele, que foi nome do PDT para a prefeitura em 2024, já havia concorrido a deputado federal em 22, ficando na suplência pedetista ao fazer 22.791 votos. Dois anos depois, chegaria em quinto lugar no pleito municipal, com 5.234 votos.

Mobilização regional

Fiel escudeiro de Paulo Burmann, outro pedetista ganhou tarefa importante. No caso, o dirigente Marionaldo Ferreira, que recebeu a incumbência de organizar a mobilização regional. Uma das dificuldades a superar é interna. Sim, não é só no PT que existem descontentes. No PDT também há quem preferisse outra aliança. Algo a ser trabalhado igualmente por Marionaldo, junto com a mobilização.

Para fechar!

Inexiste eleição em que não ocorra. Ao sabor de pesquisas com índice inferior ao desejável no momento, surgem boatos do além. Neste ano começou cedo. O rumor trazido sabe-se lá de onde dizia que Gabriel Souza, do MDB, desistiria em favor de Luciano Zucco, do PL. Ideia foi desmentida prontamente. Porém, no mínimo se dispendeu tempo para isso, o que já é prejuízo.

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Claudemir Pereira

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