A CPI do Transporte Coletivo em Santa Maria acende alerta dentro do governo

A CPI do Transporte Coletivo em Santa Maria acende alerta dentro do governo

Foto: Júlia Visotto (Câmara de Vereadores/Divulgação)

Considerada inicialmente “chapa branca” ou no mínimo “alinhada” à gestão municipal, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Público deu uma guinada nos trabalhos. O que parecia ser ponto pacífico, “uma CPI para cumprir tabela”, o colegiado tem mostrado, nos últimos depoimentos, inusitada “sede de questionar”.

+ Receba as principais notícias de Santa Maria e região no seu WhatsApp

Presidida pelo vereador governista Tony Oliveira, do Podemos, a comissão inquiriu, nos últimos dias, ex-secretários e integrantes do governo Rodrigo Decimo (PSD). O edil radialista esteve recentemente reunido com o chefe do Executivo municipal e deu o recado sem meias palavras: a CPI não vai aliviar para o governo.

À coluna foi dito que tanto Tony já teria sinalizado que não deixaria “se queimar” para defender a todo custo a prefeitura e ter que lidar com as críticas da opinião pública. Opinião que seria a mesma do colega de CPI, o vereador emedebista Adelar Vargas. Mais reticente a essa postura, seria apenas o terceiro integrante do colegiado e edil em primeiro mandato, Guilherme Badke, do Republicanos.

Os parlamentares viram nesta CPI a possibilidade de se liberar quem sabe, em parte ao menos, das amarras criadas por parte de “setores” da prefeitura que tentariam, do Centro Administrativo, ditar as regras do jogo junto à Casa do Povo.

O trio da CPI, aliás, conta com a participação ativa e técnica do procurador jurídico, Lucas Saccol Meyne, que tem feito o dever de casa junto com os parlamentares ao auxiliá-los na condução dos trabalhos, de forma a se deter estritamente ao objeto da comissão parlamentar.

Ainda um tanto cético quanto ao desfecho e eventuais encaminhamentos da CPI, o governo parece não querer dobrar a aposta para ver no que vai dar e “escalou” para a missão de acompanhar os trabalhos de perto, o ex-vereador e hoje secretário de Relações Legislativas e Projetos Especiais, Pablo Pacheco. Ele, que, inclusive, foi um dos depoentes ao colegiado na semana passada. Ao que parece, segundo relato feito à coluna, até o momento o comportamento vai no sentido de deixar os edis fazerem o trabalho deles sem qualquer interferência. Ou seja, soou o sinal de alerta junto ao núcleo-duro do governo.

Em tempo: mesmo que ainda se tenha bom chão pela frente de trabalho junto à CPI, uma situação já se coloca: a necessidade de (re)criação de pasta voltada à Mobilidade Urbana, setor que atualmente está “dentro” da Secretaria de Infraestrutura, comandada por Wagner da Rosa, que já vem da gestão Pozzobom. Os relatos dos depoentes, até aqui, mostram que a aglutinação da demanda não se mostrou em nada acertada.

O que, aliás, aponta para uma possível falta de prioridade da gestão municipal junto à temática da mobilidade propriamente relacionada ao transporte público coletivo. Esse distanciamento, e isso a CPI dirá (ou não), pode ter colaborado ainda mais para o atraso da realização do processo licitatório.

Carregando matéria

Conteúdo exclusivo!

Somente assinantes podem visualizar este conteúdo

clique aqui para verificar os planos disponíveis

Já sou assinante

clique aqui para efetuar o login

A CPI do Transporte Coletivo em Santa Maria acende alerta dentro do governo Anterior

A CPI do Transporte Coletivo em Santa Maria acende alerta dentro do governo

Próximo

PP, MDB, secretariado, Câmara e quatro perguntas para Jorge Pozzobom