As mulheres, aulas de defesa pessoal e o banco vermelho

DEFESA FEMININA
Passou meio despercebido, mas o vereador tucano Givago Ribeiro apresentou um Projeto de Lei com o objetivo de, digamos, garantir poder de revide àquelas mulheres vítimas de coerção (física ou psicológica) por ex-companheiros. Trata-se do Programa DELAS (Desenvolvimento, Empoderamento, Lutas, Artes e Segurança).
Na matéria proposta pelo parlamentar, Givago afirma que a medida é destinada “à prática de artes marciais e lutas como ferramenta de tomada de consciência corporal, autoproteção e melhora da qualidade de vida”.

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O vereador, que já tem um projeto voltado à canoagem para mulheres que venceram o câncer, agora trabalha para que a autoproteção seja prioritária para aquelas que infelizmente correm risco diário. Givago Ribeiro, a propósito, mirou em um exemplo de programa similar do governo federal para replicar por aqui.

 
Em tempo: além do tucano, também a psolista Alice Carvalho demonstra interesse no tema. Tanto que, no último sábado, a Procuradoria da Mulher, por ela presidida, promoveu uma “Aula de Defesa Pessoal” para mulheres.

O BANCO DA DISCÓRDIA
Não se discute a relevância e a iniciativa de se valer dos chamados bancos vermelhos para tratar de uma chaga social: a epidemia de feminicídios no solo do Rio Grande. Como a política e seus personagem estão atentos a tudo, é do conhecimento geral que há vários desses espalhados pela cidade. E agora a Câmara de Vereadores quer ter o seu próprio banco. 

Na verdade, o pai da pauta é o vereador petista Sidinei Cardoso, mas quem foi à Tribuna e cobrar a presidência do Legislativo por um banco vermelho foi a sua (dele) colega de bancada, Marina Callegaro.


Acontece que, é o que se diz, quem conhece minimamente e está ambientado às dependências do histórico Palacete da Vale Machado, sabe que não há espaço algum para mais nada que for – inclusive um banco, qualquer que seja sua cor. Criou-se um problemão à gestão da Câmara, porque há uma vereadora (integrante da Procuradoria da Mulher) exigindo o banco, e não se sabe onde colocá-lo. Pois é.

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Claudemir Pereira

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