Foto: Beto Albert (Diário/Arquivo)
A meta da companhia é concluir o processo de reestruturação e voltar a apresentar resultados positivos a partir de 2027.
Os Correios registraram prejuízo de R$ 3,16 bilhões no primeiro trimestre de 2026, resultado 82% superior ao verificado no mesmo período do ano passado, quando o prejuízo calculado foi de R$ 1,72 bilhão. O balanço financeiro divulgado pela estatal indica que, apesar das medidas de reestruturação em andamento, a empresa segue enfrentando dificuldades para equilibrar as contas.
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O desempenho negativo ocorre após um ano já crítico. Em 2025, os Correios acumularam prejuízo recorde de R$ 8,5 bilhões, o maior da história da companhia.
Pressão nas contas
Entre janeiro e março deste ano, a receita bruta alcançou R$ 4,04 bilhões, uma queda de 2,2%. Ao mesmo tempo, as despesas financeiras dispararam, saltando de R$ 283 milhões para R$ 985 milhões — aumento de 248%.
Outro fator de impacto relevante foi a revisão das reservas para ações judiciais. A estatal reconheceu R$ 1,06 bilhão em novas provisões, principalmente relacionadas a processos trabalhistas. Com isso, o total reservado para contingências subiu de R$ 3,6 bilhões no fim de 2025 para R$ 4,66 bilhões em março deste ano.
Essa combinação entre queda de receitas, aumento dos custos financeiros e ajustes contábeis explica o resultado negativo do período.
Queda de receitas
Os principais segmentos de atuação dos Correios apresentaram retração:
- Encomendas: R$ 2,2 bilhões (-5,5%)
- Postagens internacionais: R$ 156 milhões (-60,3%)
- Mensagens (cartas e documentos): R$ 1,2 bilhão (+11,4%)
- Outras receitas: R$ 465 milhões (+48%)
Custos e despesas
Apesar do cenário adverso, a estatal conseguiu reduzir parte dos custos operacionais:
- Custos de produtos e serviços: queda de 7,6% (de R$ 4,01 bilhões para R$ 3,7 bilhões)
- Despesas com pessoal: redução de 4,1% (de R$ 2,8 bilhões para R$ 2,7 bilhões)
De acordo com a empresa, o Programa de Demissão Voluntária (PDV), implementado em 2024, contribuiu para a diminuição dos gastos.
Ainda assim, outros indicadores pressionaram o resultado. As indenizações pagas a clientes por atraso nas entregas aumentaram significativamente, passando de R$ 2 milhões em março de 2025 para R$ 30,5 milhões em março deste ano — mais de 15 vezes superior.
Endividamento e reestruturação
Em 2025, os Correios firmaram um financiamento de R$ 12 bilhões com garantia da União, destinado à reorganização financeira.
Sob a presidência de Emmanoel Rondon, desde setembro de 2025, a estatal executa um plano de reestruturação que inclui:
- redução de despesas administrativas
- revisão de contratos
- venda de ativos sem uso operacional
- modernização tecnológica
- ajustes logísticos
- busca por novas fontes de receita
Situação atual
Embora tenha registrado lucro bruto de R$ 153,4 milhões, o resultado final segue comprometido por despesas administrativas, financeiras e judiciais.
Com patrimônio líquido negativo de R$ 16,2 bilhões, os Correios enfrentam o desafio de recuperar a sustentabilidade financeira. A expectativa da companhia é concluir o processo de reestruturação e voltar a apresentar resultados positivos a partir de 2027.
Santa Maria
Em Santa Maria, um patrimônio histórico, localizado na Rua Ernesto Beck, esquina com a Visconde de Pelotas, Bairro Rosário, está com cartaz de leilão. O valor estimado, conforme o Diário já divulgou, é de aproximadamente R$ 4 milhões. O imóvel, que funcionava como antiga garagem e centro de distribuição, possui mais de 11 mil metros quadrados de área.

Interessados podem fazer contato pelo site responsável pelos leilões, ou pelo WhatsApp (11) 94226-6207. A vizinhança está torcendo muito pela venda, porque tanto o prédio como o pátio e a calçada estão tomados pelo mato, causando insegurança geral.