Foto: Jefferson Rudy (Agência Senado)
O Rio Grande do Sul aparece abaixo da média nacional de salários médios, segundo o relatório de Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgado nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estado registra uma remuneração média de R$ 3.841,38 por mês, enquanto a média brasileira ficou em R$ 3.932,45. No ranking nacional, o RS ocupa a 4ª posição entre os estados e o Distrito Federal, ficando cerca de R$ 90 abaixo da média do país. O levantamento considera os trabalhadores assalariados de empresas e organizações formais em 2024.
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A maior média salarial do Brasil está no Distrito Federal, onde os trabalhadores recebem, em média, R$ 6.845,13 por mês. O valor é quase R$ 2,9 mil superior à média nacional e se destaca pela concentração de atividades ligadas ao setor público, serviços especializados e áreas de maior remuneração.
Na sequência aparecem Rio de Janeiro, com salário médio de R$ 4.501,35, e São Paulo, com R$ 4.423,04. Os três primeiros colocados do ranking são os únicos com médias acima de R$ 4 mil.
Média salarial do Sul
Entre os estados do Sul, o Rio Grande do Sul tem a melhor média. Santa Catarina aparece com média de R$ 3.777,55, enquanto o Paraná registra R$ 3.731,30.
Confira o ranking nacional:
- Rondônia: R$ 3.615,18
- Acre: R$ 3.464,80
- Amazonas: R$ 3.627,07
- Roraima: R$ 3.565,09
- Pará: R$ 3.297,83
- Amapá: R$ 3.390,20
- Tocantins: R$ 3.397,52
- Maranhão: R$ 2.999,87
- Piauí: R$ 2.987,94
- Ceará: R$ 2.924
- Rio Grande do Norte: R$ 3.131,49
- Paraíba: R$ 2.969,49
- Pernambuco: R$ 2.992,65
- Alagoas: R$ 2.720,88
- Sergipe: R$ 3.167,43
- Bahia: R$ 3.155,30
- Minas Gerais: R$ 3.387,03
- Espírito Santo: R$ 3.380,06
- Rio de Janeiro: R$ 4.501,35
- São Paulo: R$ 4.423,04
- Paraná: R$ 3.731,30
- Santa Catarina: R$ 3.777,55
- Rio Grande do Sul: R$ 3.841,48
- Mato Grosso do Sul: R$ 3.798,16
- Mato Grosso: R$ 3.701,29
- Goiás: R$ 3.318,35
- Distrito Federal: R$ 6.845,13
- Média nacional: R$ 3.932,45
Comércio emprega mais, mas paga abaixo da média
O levantamento do IBGE também analisou os salários médios por atividade econômica e mostrou que seis dos 10 setores que mais empregam no país pagam abaixo da média nacional.
O comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas é o setor com maior número de trabalhadores assalariados no Brasil, com quase 10 milhões de pessoas, ou 18,2% do total. Apesar da quantidade de empregos, a remuneração média é de R$ 2.797,83.
Outro setor com grande participação no mercado de trabalho é o de atividades administrativas e serviços complementares, que reúne mais de 5,7 milhões de assalariados e tem salário médio de R$ 2.392,97.
O menor salário médio entre as atividades analisadas está no setor de alojamento e alimentação, com R$ 2.080,17.
Já os maiores valores aparecem em áreas que concentram uma parcela menor dos trabalhadores. Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais lideram com média salarial de R$ 9.678,61. Em seguida estão eletricidade e gás, com R$ 8.539,07, e atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, com R$ 8.430,55.
Ensino superior amplia diferença salarial
O relatório mostra ainda uma diferença significativa de remuneração conforme o nível de escolaridade. Trabalhadores com ensino superior recebem, em média, R$ 7.776,59 por mês, enquanto aqueles com formação até o ensino médio têm salário médio de R$ 2.742,41. A diferença chega a aproximadamente R$ 5 mil mensais entre os dois grupos.
Na análise por gênero, homens receberam, em média, R$ 4.206 em 2024, enquanto mulheres tiveram rendimento médio de R$ 3.608,04, uma diferença salarial de 16,6%.