O Legislativo comunal de Santa Maria, fosse uma série de TV ou, para ser mais moderno, de “streaming”, empilharia uma temporada atrás da outra. ‘Maratonar’ as peripécias dos parlamentares é algo que renderia e muito. E não tem essa de os novatos serem os principais protagonistas dos enredos. Na verdade, não há anjos.
Por exemplo, os capítulos mais recentes da série do Palacete da Vale Machado têm sido escritos e protagonizados pelo decano e presidente do Legislativo, Sergio Cechin do Progressistas (PP). À revelia dos pares e dos Cargos de Confiança, os afamados CCs (que ocupam funções de chefia) que tocam a Casa, Cechin tem sido motivo de dor de cabeça, de reclamação e até, no extremo, de constrangimento.
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Fontes ligadas ao bloco governista e da própria Mesa Diretora relataram à coluna que o progressista não fica sequer incomodado em ‘furar’ agendas e deixar presidentes de instituições representativas e, inclusive, secretários de município à espera dele. Tornou-se comum ele não aparecer nos compromissos agendados, ou ainda chegar apenas no final de encontros acordados.
Recentemente, Cechin deixou um grupo de servidores à deriva para tratar de questões de interesse da Casa, mais especificamente: a retomada da obra do novo prédio da Câmara. Cechin chegou quando a reunião de trabalho já estava no fim. Resultado? Pediu uma nova reunião para debater o que ele, dias atrás, havia requisitado aos setores do Legislativo.
O ‘conflito de agenda’ também tem sido motivo de olhares tortos para o dirigente máximo do parlamento. Ou seja, realizar reuniões de gabinete parlamentar dentro da Sala da Presidência, o que é algo que tem sido, nos últimos anos, evitado ao máximo pelos dirigentes.
Atenção: nem sempre foi assim, dizem velhos conhecidos. Que estaria havendo, então?
Ano atrapalhado…
A primeira metade de 2026 ficou para trás. Há ainda a eleição geral e, com isso, se foi o segundo ano da legislatura - marcado por algumas trapalhadas dos edis e, não raro, das comissões que eles integram. Nota-se falta de habilidade e agilidade para demandas básicas. Neste atropelo, também entra na conta a falta de domínio do fluxo, o que leva a definirem, por exemplo, audiências em horários que sabidamente não terão público.
...no templo dos edis
Mas as patacoadas de edis não param aí. Há os que se perdem no limbo das atribuições administrativas e demoram para dar vazão a trâmites internos - seja pela falta de/ou assinaturas tardias -, e depois cobram agilidade de setores que dependiam dessa ação inicial. Fica nítido que vereadores - por conta do calendário eleitoral ou imperícia - encontram dificuldade em fazer os mandatos fluírem. Pois é.
Empreitada maior
Em 2022, Tony Oliveira, do Podemos, totalizou 12.821 votos no Estado, para a Assembleia. Em Santa Maria foram 9.840 votos e ficou em quarto lugar, abaixo de Valdeci Oliveira, Admar Pozzobom e Giuseppe Riesgo, mas acima de Beto Fantinel. A empreitada é ainda maior agora: concorre a deputado federal. Ah, a pré-candidatura será lançada neste sábado, 11, no Clube Comercial, com regabofe por adesão. Custa 35 pilas.
Cida a caminho?
No pedetismo, com a confirmação de Duda Barin Facin como pré-candidato a deputado federal e se articulando, inclusive fora de Santa Maria, houve a sensação de que ações internas por Cida Brizola (foto) seria frustrada. Aparentemente, não é o caso. Há quem entenda que, além do eleitorado feminino, a médica e ex-vereadora conta com ações extra-PDT e que a cacifariam. A conferir.
Certeza e dúvida
Nos últimos dias, mais uma definição ocorreu, nos bastidores partidários da boca do monte. A suplente de vereadora Lara Prade será a aliada na dobradinha com Giuseppe Riesgo, concorrente à Assembleia, como a novista candidata à Câmara dos Deputados. Já uma dúvida persiste: o vereador Givago Ribeiro, do PSDB local, concorre a deputado federal? Apoio da sigla seria fundamental.