Da reforma à troca de local: nada houve no Palacete da Vale Machado

Nos últimos dois anos a Câmara de Vereadores viveu na expectativa de uma grande reforma. Ou seja, as dependências do Palacete da Vale Machado que carecem, de muito tempo, de reforma, tiveram um vislumbre de enfrentamento às mazelas estruturais. O que, novamente, acabou gerando frustração e indignação junto aos que nela atuam.

 
Em 2025, se falou e se noticiou, nesta coluna, que a estrutura seria “mudada” para outro endereço. À época, se falou em vários lugares. Havia, inclusive, o sinal de que o Parlamento seria sediado momentaneamente na antiga Ulbra. O ano se foi e nada aconteceu. Agora, como saldo do período passado, a gestão luta para destravar o que não foi feito em 2025: uma reforma no Plenário, a troca de parte do telhado, melhorias na acessibilidade, e, ainda, o Plano de Prevenção Contra Incêndios (PPCI).

 
A queixa da gestão é que o ano passado “entrou” para dentro de 2026, uma vez que nada foi feito. Sergio Cechin, o atual presidente, ao mesmo tempo, como engenheiro e entendedor da área, cobra celeridade nessas questões e quer, e muito, dar vazão aos escombros ao lado do prédio histórico, e também notório elefante branco (ou cinza) parado há mais de uma década.

 
O que fica evidenciado é que algo, em 2025, não aconteceu ou se perdeu pelo caminho, o que deixou a administração atual, até aqui, amarrada e tendo que desatar nós criados – se diz em corredores importantes – pelos que ocuparam funções e posições de mando. O resultado mais emblemático, veja só, são as obras de restauração da fachada (foto) e da escadaria do prédio. Sim, senhor, ambas estão paradas.

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Claudemir Pereira

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