Foto: Manuella Silveira (Diário/Arquivo)
É provável, para não dizer que é certo. Mas o fato é que, a menos de um mês do início do período de realização das convenções oficializadoras das candidaturas, se pode afirmar, com absoluta certeza, que Santa Maria terá menos candidatos a deputado que o número posto à disposição do eleitorado, há quatro anos.
A coluna fez uma rápida pesquisa e encontrou, agora, apenas 18 nomes, podendo chegar a 20, se os que têm sido citados confirmarem. O total de concorrentes, há quatro anos, foi de no mínimo 31 - dos quais 11 à Câmara dos Deputados e 20 à Assembleia Legislativa. Hoje são, em números que podem ser definitivos, apenas 12 ao parlamento gaúcho e seis que pretendem ir a Brasília.
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O que isso significa, objetivamente? Exceto pelo fato obvio que a “qualidade” (assim considerada a capacidade de captação de votos) pode ter melhorado, a quantidade menor é fator negativo. Isso sem falar que o número de partidos representados também é menor, inclusive por conta da “inflação” do PT e seus quatro pretendentes a deputado estadual.
E quem está se apresentando agora? Na lista de concorrentes à Assembleia, dos 12 tidos como certos, apenas quatro já concorreram ao cargo: o neo pessedista Jorge Pozzobom, o emedebista Beto Fantinel, o novista Giuseppe Riesgo e a psolista Alice Carvalho. Os demais são novatos na lida eleitoral, para além do município. Estão na lista os quatro petistas - Helen Cabral, Marina Callegaro, Sidinei Cardoso e Valdir Oliveira, o pedetista Luiz Fernando Cuozzo Lemos, a pepista Marlene Nascimento e Jair Binotto, do UB, e a ex-vereadora Roberta Leitão, do PL.
Na limitada relação de pretendentes a uma vaga de deputado federal, a divisão é mais equitativa. São três noviços na parada eleitoral: Duda Barin Facin, do PDT, Lara Prade, do Novo, e Rudys Rodrigues, do MDB. Dois mudam de cargo, quatro anos depois: Admar Pozzobom (PSDB) e Tony Oliveira (Podemos) foram candidatos a estadual.
Já o petista Valdeci Oliveira, também troca de patamar, deixando quatro mandatos consecutivos na Assembleia e busca agora vaga na Câmara dos Deputados, atrás da possibilidade de substituir Paulo Pimenta. Este larga seis períodos seguidos como deputado federal e tenta uma das duas cadeiras disponíveis no Senado para o Rio Grande do Sul.