Foto: Eduardo Ramos (Arquivo/Diario)
Dezenove estados, entre eles o Rio Grande do Sul, e o Distrito Federal (DF) fecharam o ano de 2025 com a menor taxa de desemprego registrada na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (20) sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o país como um todo, o ano de 2025 terminou com taxa de desemprego de 5,6%.
A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.
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Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
Minímas históricas
As unidades da federação (UF) que alcançaram a taxa mínima de desemprego foram Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%), Mato Grosso do Sul (3%), Espírito Santo (3,3%), Paraná (3,6%), Rio Grande do Sul (4%), Minas Gerais (4,6%), Goiás (4,6%), Tocantins (4,7%), São Paulo (5%), Paraíba (6%), Ceará (6,5%), Pará (6,8%), Maranhão (6,8%), Distrito Federal (7,5%), Amapá (7,9%), Sergipe (7,9%), Rio Grande do Norte (8,1%), Amazonas (8,4%) e Bahia (8,7%).
Apesar de não ter vivenciado queda na taxa de desemprego, Rondônia fechou o ano em 3,3%, quarto menor índice do país. O recorde de mínima da desocupação do estado do norte foi 3,1%, em 2023.
De todos os estados que atingiram os menores índices de desemprego em 2025, o único que não apresentou queda na comparação com 2024 foi o Amazonas, que repetiu a marca de 8,4%.
Índices abaixo da média
Os dados consolidados de 2025 revelam, que das 27 UFs, 12 ficaram abaixo da média nacional (5,6%); e 15 superam o desemprego médio no país. Três estados do Nordeste apresentam as maiores desocupações.
Informalidade
A pesquisa do IBGE permite identificar desigualdades no nível de informalidade do mercado de trabalho ao longo do país. Enquanto o país terminou 2025 com informalidade de 38,1%, 18 estados ficaram acima dessa marca, com destaque negativo para as regiões Norte e Nordeste.
Na informalidade, trabalhadores não têm garantidos direitos como cobertura previdenciária, 13º salário, seguro-desemprego e férias, por exemplo.
Os estados com os maiores índices são Maranhão (58,7%), Pará (58,5%), Bahia (52,8%), Piauí (52,6%), Ceará (51%), Amazonas (50,8%), Paraíba (49%), Sergipe (48,2%), Pernambuco (47,8%), Alagoas (47,5%), Rondônia (46,1%), Acre (45,2%), Amapá (44,2%), Roraima (40,3%), Tocantins (39,7%), Espírito Santo (39%), Rio Grande do Norte (39%) e Rio de Janeiro (38,5%).
Abaixo da média brasileira de informalidade estão os seguintes Estados: Minas Gerais (36,8%), Mato Grosso (36,3%), Goiás (35,1%), Mato Grosso do Sul (32,1%), Paraná (31,6%), Rio Grande do Sul (31,4%), São Paulo (29%), Distrito Federal (27,3%) e Santa Catarina (26,3%).