Todo começo de ano é um portal de renovação, esperança e reflexão, simbolizado pela virada do calendário em 1º de janeiro, data associada à Janus, o deus romano das mudanças, transições, inícios e fins. É um marco simbólico onde surgem as reavaliações e a definição de novas metas na busca por mudanças sustentáveis. Nesse contexto o agro brasileiro encerra 2025 com indicadores que confirmam sua posição como uma das economias agrícolas mais competitivas do mundo, com ganhos de produtividade, ampliação da capacidade industrial e crescente diversificação de mercados.
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Integração das cadeias
Soja, milho, carnes, açúcar e café registraram volumes históricos de produção e exportação. A expansão do etanol de milho e o avanço dos bioinsumos reforçaram a integração entre agricultura, energia e indústria, ampliando o impacto do campo sobre a logística, a arrecadação e o mercado de trabalho.
Safra histórica e novos mercados
Segundo a Conab, a safra de grãos 2024/25 alcançou 354,75 milhões de toneladas, com destaque para a soja (177,6 milhões) e o milho (119,8 milhões), impulsionado pela segunda safra. No comércio exterior, o Mapa registrou a abertura de 211 novos mercados em 56 países, reduzindo a concentração das exportações e ampliando a presença brasileira em destinos de maior valor agregado.
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Agro amplia peso no PIB
Dados do IBGE indicam que o rebanho bovino chegou a 238,1 milhões de cabeças, consolidando o Brasil como maior produtor mundial de carne bovina. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) projeta crescimento de 8,5% do PIB do agronegócio em 2025, elevando sua participação para 29,4% do PIB nacional.
Diversificação e inovação
O avanço tecnológico e ambiental também marcou o ano. O Plano ABC+ viabilizou a recuperação de 12 milhões de hectares de pastagens degradadas, e a digitalização do campo diminuindo riscos climáticos e financeiros. Ao mesmo tempo, a diversificação da pauta exportadora ganhou força, com crescimento expressivo em segmentos como ovos e piscicultura. Na área energética, a aprovação do E30 aumentou a demanda anual por etanol em 2,4 bilhões de litros, acelerando a produção de biocombustíveis a partir do milho.
Rumo a 2026
Com base produtiva eficiente, sustentável e integrada aos mercados globais, o agronegócio brasileiro inicia 2026 como um pilar estratégico da economia nacional. O desafio passa a ser sustentar a competitividade em um ambiente internacional mais complexo, o que exige atenção redobrada à saúde financeira do produtor rural.
Diante do elevado nível de endividamento acumulado nos últimos ciclos, o avanço do setor dependerá de políticas de crédito eficazes, renegociação e instrumentos de apoio que garantam fôlego ao produtor, preservem a capacidade de investimento e assegurem a continuidade da produção.
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Mais do que crescer, a missão agora é crescer melhor: com inteligência climática, segurança jurídica e políticas públicas que reconheçam o agro como protagonista do desenvolvimento nacional. Se 2025 confirmou a força da produção no campo, 2026 vem para transformar essa força em legado.