Foto: Rian Lacerda (Diário)
A reconstrução da ponte sobre o Arroio Grande, no quilômetro 226 da RSC-287, em Santa Maria, entrou na fase final da primeira etapa após o içamento das últimas vigas, no início desta semana. A concessionária Rota de Santa Maria projeta a liberação da primeira estrutura definitiva e dos 800 metros de pista duplicada para a metade de março. No entanto, a empresa informou que o cronograma pode sofrer alterações devido ao atraso no repasse de verbas por parte do governo do Estado.
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O que está sendo feito

Com a conclusão da colocação das vigas, as equipes trabalham agora na base da estrutura e na finalização das cabeceiras. Após a liberação do tráfego para a nova ponte de concreto em março, as pontes metálicas provisórias instaladas pelo Exército Brasileiro serão retiradas, permitindo o início da construção da segunda ponte, ao lado.
O projeto, orçado em R$ 60 milhões, prevê a construção de duas pontes independentes para comportar quatro pistas. As novas estruturas possuem dimensões superiores à antiga:
A nova ponte;
- Comprimento: Mais de 60 metros;
- Altura: Dois metros acima do nível da estrutura anterior;
- Pista: Duplicação e elevação de 800 metros de rodovia (400 metros para cada lado);
- Base: Aterro em pedra para aumentar a resistência contra novas cheias.
A intervenção mobiliza mais de 150 colaboradores. O cronograma inicial previa a entrega da primeira fase para o final de fevereiro deste ano, mas o prazo atual foi estendido para março. Toda a obra, incluindo as quatro pistas e as duas pontes finalizadas, tem previsão de entrega para setembro de 2026. Mas a data pode atrasar já que depende de questões orçamentárias e do clima.
Ao Diário, a Rota de Santa Maria disse que as intervenções no Arroio Grande são consideradas "obras de resiliência", que não estavam previstas no contrato original de concessão. Por esse motivo, a execução depende de recursos externos ao caixa da concessionária. No caso, oriundos do governo do Estado.
Nota:
"O cronograma da obra prevê a conclusão da primeira fase, com a liberação ao tráfego da primeira ponte, na metade do mês de março. Entretanto, esse prazo poderá sofrer alteração em razão do atraso na disponibilização de recursos por parte do governo do Estado"
Nova ponte

Quando entregue, o fluxo de ida e volta da RSC-287 será concentrado inteiramente na primeira ponte nova para viabilizar a construção da segunda unidade. A estimativa é de que a segunda fase leve mais sete meses para ser concluída após a desativação das estruturas metálicas.
Mais adiante, entre Novo Cabrais e Paraíso do Sul, no km 167, a ponte sobre o Arroio Barriga, também atingida pelas fortes chuvas de 2024, foi liberada totalmente nos dois sentidos no início deste mês, e o desvio deixou de ser utilizado pelos motoristas. A obra custou R$ 20 milhões e incluiu a construção de novos aterros, projetados em nível mais elevado.
Relembre
A obra ocorre no ponto onde ficava a antiga ponte de 36 metros de extensão, no km 227, entre a Vila Figueira e o trevo de acesso a Silveira Martins. Devido à força da chuva, a estrutura foi levada no dia 30 de abril de 2024, o que deixou a rodovia bloqueada.
A montagem da ponte móvel emergencial pelo Exército foi concluída cerca de 31 dias após a queda da estrutura de concreto. De lá para cá, uma segunda ponte móvel foi instalado no trecho, permitindo o trânsito sem necessidade de bloqueio.
Relembre a queda no vídeo abaixo: