Apresentado durante a COP 30, um dos levantamentos mais aguardados do ano trouxe dados inéditos sobre o uso da terra no país. O estudo “Atribuição, Ocupação e Uso das Terras no Brasil 2025”, feito pela Embrapa Territorial, mostra que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa preservada. A atualização incorpora novas metodologias e dados recentes de diferentes bases oficiais.
Dois hectares preservados para cada hectare cultivado
O levantamento mostra que a maior parcela da vegetação nativa está dentro das propriedades rurais. Segundo os registros do SiCAR, 29% do território nacional corresponde a áreas preservadas em fazendas privadas. Somadas às Unidades de Proteção Integral, Terras Indígenas e áreas militares, essas áreas protegidas chegam a 19,7% do território. Na prática, isso significa que para cada hectare utilizado pelo agro, existe um hectare preservado dentro das propriedades e 2,1 hectares de vegetação nativa no total do país.
Compromisso ambiental no campo
A agropecuária ocupa 31,2% do território. Os dados mostram que os produtores rurais destinam 29% do território nacional à preservação — o equivalente à metade da área total cadastrada como imóvel rural no país. Outros 10,4% do território apresentam vegetação nativa identificada por sensoriamento remoto, mas ainda não possuem cadastro ou são áreas devolutas.
Agro: avanço em produtividade
Dentro dos 31,2% da área ocupada pela agropecuária, 10,8% são dedicados à agricultura, 19,4% à pecuária e 1,1% à silvicultura. Números que indicam expansão das áreas agrícolas e redução das pastagens, reflexo do aumento da eficiência produtiva no campo. Os dados reforçaram a projeção internacional do Brasil como referência global em conservação ambiental aliada à produção de alimentos.
Brasil: potência ambiental, econômica e alimentar
O Brasil é o quarto maior produtor de alimentos do mundo e líder entre os exportadores líquidos, com desempenho duas vezes superior ao dos EUA. O agro abastece o mercado interno e ainda alimenta quase 1 bilhão de pessoas em cerca de 200 países. Combinando produtividade, tecnologia e rigor ambiental, o país ganha protagonismo em um cenário de demanda global crescente pode alimentos e desponta com potencial na produção de biocombustíveis. Reconhecido internacionalmente, o setor se consolida como pilar estratégico da economia e da segurança alimentar mundial.