A difícil arte de ser feliz

Há momentos em que parece estar cada vez mais difícil ser feliz. Para sair de casa, é preciso fazer uma verificação do cenário, e se correr tudo bem durante o dia, no retorno, a mesma coisa, e até com mais cuidado. Mais perigoso do que abrir e fechar o portão é abrir as redes sociais. Se não estiver preparado, não abra. A impressão é que as feras de todas as esferas estão ali, à espera de um “clic”, para te devorar, com um arsenal de alto poder de destruição.

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Notícias verdadeiras e notícias falsas se alternam, como se você estivesse na janela de um ônibus descontrolado, um salto e um sobressalto depois do outro. Tudo isso depois de ter passado por um trânsito que muitas vezes se revela como um grande teste de paciência, e de convivência social.

Se você não desistiu e ainda está lendo, é porque está disposto a continuar na caça ao tesouro da vida, que é a felicidade. Dizem as doutrinas religiosas, quase unanimemente, que a felicidade plena não é deste mundo. Concordo, mas pode ser bem melhor. Afinal, se somos seres evolutivos e estamos aqui para aprender, é preciso desligar o modo automático e tomarmos as rédeas do nosso próprio destino.

Epicteto, um dos mais respeitados filósofos do estoicismo, dizia que não são os fatos que nos perturbam, mas nossa interpretação deles. Sua percepção sobre a origem da infelicidade é que as reações emocionais nascem dos julgamentos subjetivos. No ambiente digital que vivemos e num mundo marcado por relações conflitantes, compreender essa distinção entre o fato, interpretação – e reação –, é vital.

É necessário focar exclusivamente naquilo que está sob o nosso controle. Opiniões e atitudes alheias pertencem ao campo externo, sobre o qual na maioria das vezes não possuímos qualquer poder de alteração imediata. E com isso muitas vezes se perde tempo e amizades.

Como disse renomado escultor, a escultura está na pedra, basta olhar com atenção e retirar o excesso. A autoconsciência pode não nos livrar do mau motorista que perde o controle do ônibus, mas se estivermos usando o cinto de segurança, a chance de nos salvarmos será muito maior. Acumulando os ensinamentos necessários, continuaremos esculpindo nossa felicidade. Agora e depois.


A vida continua, nesta e em outras dimensões!

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Vicente Paulo Bisogno

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