Foto: Vinicius Becker (Diário)
A coluna noticiou, semana passada, que os vereadores locais estão perdidos ou, no mínimo, confusos com o calendário eleitoral e ainda mais somado às atribuições de mandato. Agora, a mais recente situação triste protagonizada por edis se deu ao não participarem da reunião do Conselho Municipal de Saúde. Nela, que se diga, por força da lei, é obrigatória a presença do Legislativo.
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A ausência deixou em maus lençóis a Comissão de Saúde e, por tabela, todos os vereadores. Dentro do fluxo de acompanhamento de demandas, os membros do colegiado sequer foram avisados do e-mail de convocação, que se perdeu em alguma caixa do correspondente eletrônico de um setor criado recentemente e que tem como uma de suas atribuições justamente cuidar da agenda de eventos.
Cá entre nós, a crítica não pode deixar de ser feita. Afinal, mesmo com seis assessores, os edis parecem não conseguir dar conta do mínimo. Só não vale dizer que faltam CCs. Né?
Cursos para CCs
Com a chegada do recesso, que vai até o final do mês, três cargos comissionados (CCs) com função de chefia na Câmara requisitaram participação em cursos na capital gaúcha durante três dias nesse período. O curioso de tudo é que dois deles – uma ligada à Diretoria de Serviços e Operações e o segundo à Divisão de Informática – pediram um curso sobre redes sociais. Sendo que, na prática, as funções exercidas não têm relação alguma com o protocolado.
A solicitação também deixa em aberto uma questão: será prudente ao legislativo liberar esse tipo de qualificação para servidores que, em tese, não permanecerão no poder público (afinal, contratos de CCs têm prazo precário; são demissíveis a qualquer momento) nem trabalham com a área afim do curso? Já os outros dois CCs também buscam qualificação; estes, porém, para demandas relacionadas à função de vereador e de assessor.
Detalhe interessante: quem poderia requisitar, no caso a comunicação institucional do parlamento, não fez isso. Vai entender...
Afinal, qual...
Fato curioso, ou controverso, chamou a atenção quanto à reabertura das portas da frente do Legislativo – na semana passada. Postagem da imprensa da Casa informava, no site oficial, que o acesso principal ao palacete da Vale Machado era reaberto após ter “finalizado o processo de responsabilização aplicado à empresa, que estava à frente dos serviços de restauração e revitalização da fachada da Câmara”.
...A nota que...
Depois vem nota da assessoria do presidente Sergio Cechin. Nela, o edil (ou o redator) afirma que a “decisão foi tomada levando em conta a discussão sobre a Reforma da Previdência”, tema que “merece ser tratado com total transparência, ampla participação popular e muito diálogo”. Também diz: “com a reabertura, o PPCI volta à capacidade normal, permitindo que as galerias recebam novamente sua lotação regular”.
...Está valendo
Nada disso, no entanto, consta na nota oficial do Parlamento. Ainda que, certamente, as informações possam ser juntadas (unindo a finalização do processo com a empresa contratada às discussões sobre a reforma tributária), ficou evidente que houve uma distração, para ser brando. Ah, o fato criou, pelo que a coluna apurou, uma certa animosidade com os colegas de bloco e com o próprio governo. Pooois é.
Quinto (a) integrante
Sabe o “haraquiri” petista a que se referiu a coluna há duas semanas? Pois é, o quadro se ampliou. Agora são cinco os concorrentes do partido, em Santa Maria, à Assembleia. Ivonete Carvalho, policial civil filiada à seção local, também se coloca como candidata, se juntando a Helen Cabral, Marina Callegaro, Sidinei Cardoso e Valdir Oliveira. Segue em curso a incrível capacidade do PT em se imolar.
Para fechar!
Curiosidade e palpite. Estarão disponíveis, no pleito de 4 de outubro, os números de candidato a deputado estadual de Valdeci Oliveira (13713) e a federal de Paulo Pimenta (1307). Quem vai ocupá-los? Palpite claudemiriano: Valdir Oliveira ou Sidinei Cardoso, um deles será o 13713, e Valdeci Oliveira o 1307. Mas, creia, é apenas mero palpite e nenhuma informação vinda do PT.