O uso de esteroides anabolizantes, muitas vezes associado à busca por desempenho físico e estética, pode trazer consequências graves para o coração — e não apenas a longo prazo.
Um estudo recente publicado na revista científica Circulation, da American Heart Association, revelou que homens que utilizam esteroides anabolizantes apresentam um risco significativamente maior de desenvolver doenças cardiovasculares quando comparados à população geral.
A pesquisa acompanhou mais de mil usuários por cerca de 11 anos e identificou um aumento expressivo em diversos problemas cardíacos.
Riscos que chamam atenção:
De acordo com os dados, usuários de anabolizantes apresentaram:
* 3 vezes mais risco de infarto* quase 3 vezes mais necessidade de procedimentos cardíacos, como angioplastia ou cirurgia* 2,4 vezes mais risco de trombose* mais que o dobro de arritmias* até 9 vezes mais risco de cardiomiopatia (doença do músculo do coração)* 3,6 vezes mais risco de insuficiência cardíaca
Os números chamam atenção especialmente porque a população estudada era composta, em sua maioria, por homens jovens e fisicamente ativos.
Nem sempre o corpo “em forma” é sinônimo de saúde
Apesar da aparência saudável, o uso dessas substâncias pode desencadear alterações silenciosas no organismo.
Entre os principais mecanismos estão:
* aumento da pressão arterial* piora do colesterol* aceleração da formação de placas nas artérias* maior tendência à formação de coágulos* aumento da massa do coração de forma inadequada
Essas alterações podem evoluir ao longo dos anos e culminar em eventos graves, muitas vezes inesperados.
Risco que pode aparecer cedo:
Um dos achados importantes do estudo é que os eventos cardiovasculares podem surgir antes do esperado, inclusive em indivíduos jovens.
Além disso, há indícios de que os danos ao coração podem persistir mesmo após a interrupção do uso dos esteroides.
Alerta médico:
Especialistas reforçam que o uso de anabolizantes não é isento de riscos e deve ser encarado como um fator importante na avaliação de saúde cardiovascular.
A recomendação é que pessoas que utilizam ou já utilizaram essas substâncias realizem acompanhamento médico adequado, com exames específicos para avaliação do coração.
