Copa do Mundo: Anfitrião, tetracampeão mundial e geração holandesa sob pressão

Faltam dois dias para o início da Copa do Mundo de 2026. Depois dos três primeiros grupos, a análise dos grupos D, E e F traz como destaque três seleções protagonistas em suas chaves, mas que entrarão em campo pressionadas por diferentes motivos.

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GRUPO D

32 anos depois, Estados Unidos de Pulisic volta a sentir a pressão de jogar uma Copa em casaFoto: US Soccer (Divulgação)

Os Estados Unidos chegam à Copa do Mundo com a responsabilidade de jogar em casa e a expectativa de fazer uma campanha consistente diante de sua torcida. Sob o comando de Mauricio Pochettino, a seleção ganhou organização e uma identidade mais clara, embora ainda conviva com dúvidas em alguns setores. Liderada por Christian Pulisic, principal nome da equipe, a seleção americana aposta na força coletiva e no fator local para buscar a liderança de um grupo bastante equilibrado.

O Paraguai retorna ao Mundial após 16 anos impulsionado pelo trabalho de Gustavo Alfaro. A seleção recuperou a competitividade que marcou suas melhores gerações, apostando em um futebol intenso, disciplinado e muito sólido defensivamente. O principal destaque é Julio Enciso, jogador mais talentoso da nova geração paraguaia. Resta saber se ele terá condições físicas de disputar partidas ainda na fase de grupos, após se lesionar em amistoso. Em uma chave aberta, a Albirroja chega com condições reais de avançar ao mata-mata.

A Austrália mantém a tradição recente de presença em Copas do Mundo e chega apoiada em um time organizado e competitivo. A equipe de Tony Popovic aposta em uma estrutura defensiva sólida e em uma combinação entre veteranos experientes e jovens promessas. O atacante Mohamed Touré surge como principal esperança ofensiva de uma seleção que sonha em repetir as boas campanhas recentes e alcançar novamente a fase eliminatória.

A Turquia desembarca na América do Norte embalada por uma geração considerada uma das mais promissoras de sua história. Comandada por Vincenzo Montella, a seleção conta com talentos como Arda Güler e Kenan Yildiz, que representam a renovação do futebol turco. Mesmo sem ser cabeça de chave, a equipe aparece entre as favoritas para avançar de fase e pode ser uma das surpresas do torneio se conseguir transformar seu potencial em regularidade.


1ª Rodada
Sexta-feira, 16h – EUA x Paraguai
Domingo, 1h – Austrália x Turquia

2ª Rodada
19 jun, 16h – EUA x Austrália
20 jun, 0h – Turquia x Paraguai

3ª Rodada – 25 jun
23h – Paraguai x Austrália
23h – Turquia x EUA


GRUPO E

Wirtz encabeça uma nova geração alemã, pressionada pelo mau desempenho nos últimos MundiaisFoto: DFB (Divulgação)

A Alemanha chega pressionada após duas eliminações consecutivas ainda na fase de grupos e tenta recuperar o prestígio perdido desde o título conquistado em 2014. Julian Nagelsmann promoveu mudanças importantes, mas a equipe ainda transmite mais dúvidas do que certezas. Florian Wirtz assumiu o protagonismo da nova geração e será a principal esperança alemã em um grupo no qual a classificação é tratada como obrigação.

Estreante em Copas do Mundo, Curaçao protagoniza uma das histórias mais marcantes desta edição. A pequena seleção caribenha garantiu vaga após uma campanha histórica nas Eliminatórias da Concacaf e aposta na organização coletiva para competir. Liderada pelo experiente Leandro Bacuna, a equipe chega sem grandes responsabilidades, mas motivada para aproveitar ao máximo sua primeira participação no maior torneio do futebol.

A Costa do Marfim retorna ao Mundial depois de 12 anos sustentada por uma geração talentosa e por uma campanha dominante nas Eliminatórias Africanas. Campeões continentais recentemente, os marfinenses combinam juventude e experiência em um elenco que tem nomes como Nicolas Pépé, Franck Kessié e Amad Diallo. A expectativa é de que a seleção africana consiga, pela primeira vez, avançar ao mata-mata de uma Copa do Mundo.

O Equador vive um dos momentos mais consistentes de sua história recente. Com Sebastián Beccacece no comando, a equipe construiu uma das defesas mais sólidas das Eliminatórias Sul-Americanas e chega respaldada por jogadores de alto nível como Moisés Caicedo, William Pacho e Piero Hincapié. A intensidade sem a bola é a principal característica da seleção, que tem qualidade suficiente para disputar as primeiras posições da chave.


1ª Rodada – Domingo
14h – Alemanha x Curaçao
20h – Costa do Marfim x Equador

2ª Rodada – 20 jun
17h – Alemanha x Costa do Marfim
21h – Equador x Curaçao

3ª Rodada – 25 jun
17h – Curaçao x Costa do Marfim
17h – Equador x Alemanha


GRUPO F

Geração de Depay precisa lidar com a pressão de uma Holanda que sonha com o título mundial inéditoFoto: OnOranje (Divulgação)

A Holanda chega à Copa apostando na experiência de nomes como Virgil van Dijk e Memphis Depay para liderar uma geração que ainda busca repetir os grandes resultados do passado. A equipe de Ronald Koeman fez uma campanha segura nas Eliminatórias, mas segue convivendo com questionamentos sobre sua regularidade diante de adversários mais fortes. Mesmo assim, os neerlandeses aparecem como candidatos naturais à classificação.

O Japão vive talvez o melhor momento de sua história recente e desembarca na Copa como uma das seleções mais organizadas do torneio. Sob o comando de Hajime Moriyasu, os japoneses consolidaram um estilo baseado em intensidade, mobilidade e disciplina tática. Liderada pelo volante Wataru Endo e cercada de talento ofensivo, a equipe chega com expectativa real de avançar ao mata-mata e buscar uma campanha histórica.

A Suécia retorna ao Mundial após superar um ciclo turbulento e aposta em uma geração ofensivamente muito talentosa. Com Graham Potter no comando, a equipe recuperou equilíbrio e chega embalada pela classificação conquistada na repescagem. Alexander Isak, Viktor Gyokeres e Anthony Elanga formam um dos ataques mais interessantes da competição, dando aos suecos motivos para acreditar em uma vaga na próxima fase.

A Tunísia completa o grupo apostando em sua tradicional solidez defensiva. A equipe africana construiu uma campanha impecável nas Eliminatórias sem sofrer gols e mantém como principal característica a organização sem a bola. Hannibal Mejbri é o jogador mais criativo do elenco e concentra boa parte da responsabilidade ofensiva. Em uma chave extremamente equilibrada, os tunisianos tentam surpreender e conquistar uma classificação inédita ao mata-mata.


1ª Rodada – Domingo
17h – Holanda x Japão
23h – Tunísia x Suécia

2ª Rodada
20 jun, 14h – Holanda x Suécia
21 jun, 1h – Tunísia x Japão

3ª Rodada – 25 jun
20h – Japão x Suécia
20h – Tunísia x Holanda

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