Projeto leva fisioterapia às ruas e melhora a vida de idosos em São Gabriel

Na foto, o fisioterapeuta Fábio Baldaço tira a selfie, enquanto os agentes comuntários de saúde Nayan Pires (de bege) e Adriano Berwanger (de preto) aparecem no fundo, agachados. Foto: Fisioterapia na Rua (Divulgação)

Manter o corpo em movimento na terceira idade é um dos principais caminhos para garantir autonomia, qualidade de vida e bem-estar físico e mental. Em São Gabriel, uma iniciativa simples, mas transformadora, tem levado esse cuidado diretamente aos idosos. O projeto Fisioterapia na Rua completou um ano de atividades neste mês e se destaca como uma iniciativa pioneira, sem registro de ações semelhantes em outras cidades.

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Criado a partir de um diálogo entre o fisioterapeuta Fábio Baldaço, 42 anos, e o agente comunitário de saúde Adriano Berwanger, 41 anos, o projeto nasceu a partir do olhar para as condições físicas e sociais dos moradores da Rua Edmundo Bittencourt, no Bairro Santo Antônio. A proposta foi levar atividades fisioterapêuticas, prevenção em saúde e integração social diretamente para a comunidade.

Foto: Fisioterapia na Rua (Divulgação)

Desde abril de 2025, os encontros ocorrem semanalmente, sempre nas manhãs de quarta-feira. Ao longo desse período, foram cerca de 40 encontros, com média de 22 participantes por atividade. Não há necessidade de inscrição, e o espaço é aberto para pessoas de diferentes idades, bairros e condições de saúde.

As atividades são adaptadas à realidade do grupo, que reúne principalmente idosos com comorbidades como hipertensão, diabetes, histórico de AVC, infarto, aneurisma cerebral e Alzheimer. Durante os encontros, são verificados sinais vitais e realizados exercícios de aquecimento, força, resistência e equilíbrio.

Foto: Projeto Fisioterapia na Rua (Divulgação)

Segundo a equipe, histórias individuais ajudam a ilustrar esse impacto. Aos 73 anos, Vera Augusta deixou de usar bengala após participar do projeto. Já Mara Regina, de 63 anos, que vivia em isolamento por conta de depressão e ansiedade, passou a ter uma vida social mais ativa.

À esquerda, Mara regina aparece de branco. Ao lado, à direita, também de branco, está Vera Augusta. Ambas participam das atividades semanalmente.Foto: Fisioterapia na Rua (Divulgação)


Outro ponto central da iniciativa é o combate ao etarismo e ao isolamento social. Ao levar as atividades para perto das residências, o projeto facilita o acesso, especialmente para quem enfrenta dificuldades de locomoção ou limitações financeiras. A convivência com vizinhos também contribui para a integração e o engajamento dos participantes.


Relatos enviados por quem participa do projeto.Foto: Fisioterapia na Rua (Divulgação)


Também participa da equipe o agente comunitário de saúde Nayan Pires, 27 anos. Para ele, o impacto da iniciativa é evidente no dia a dia dos participantes. 

 - Sabemos as dificuldades financeiras do Sistema Único de Saúde (SUS) e em um gesto simples encontramos uma estratégia de beneficiar as pessoas a custo zero. É uma satisfação enorme integrar um projeto tão rico como esse, onde podemos auxiliar as pessoas a enfrentarem muitas de suas comorbidades, auxiliando em uma melhora da qualidade de vida, tanto física quanto mental, trazendo alegria e esperança para essas pessoas - diz Pires.

Foto: Fisioterapia na Rua (Divulgação)



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