A queda nos preços de combustíveis, minerais e do café levou o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conhecido como a “inflação do aluguel”, a registrar deflação de 0,5% em junho. Na prática, o resultado indica recuo médio dos preços no período.
Essa é a primeira variação negativa do indicador desde fevereiro deste ano. Em junho de 2025, o índice havia sido ainda mais baixo, com -1,67%. No acumulado de 12 meses, o IGP-M soma alta de 3,16%, enquanto no primeiro semestre o avanço chega a 3,27%.
Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV), e vieram abaixo das expectativas do mercado. Segundo o relatório Focus, do Banco Central, a projeção era de leve alta de 0,03% para o mês. Para o fechamento de 2026, a estimativa é de inflação de 6,15% em 12 meses.
Redução
Segundo a FGV, a retração está ligada à redução nos preços de commodities energéticas e minerais, que retornaram a níveis observados antes da escalada do conflito no Oriente Médio, a partir de março. No campo, a boa performance das safras também contribuiu para ampliar a oferta e pressionar os preços para baixo, com destaque para produtos como cana-de-açúcar e café em grão.
Entre os componentes do índice, o maior impacto veio do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), responsável por 60% do IGP-M, que registrou deflação de 0,97% em junho. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30%, subiu 0,47%, mas desacelerou em relação a maio (0,61%). O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve alta de 0,85% no mês.
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Produtos que mais puxaram a deflação
Entre os itens que mais contribuíram para a queda do índice estão o minério de ferro (-2,61%), o café em grão (-9,69%) e o óleo diesel (-6,18%) no atacado. No varejo, destacam-se as reduções nos preços da gasolina (-1,29%), do etanol (-5,61%) e do café em pó (-2,57%).
O IGP-M
O IGP-M é amplamente utilizado como referência para o reajuste de contratos de aluguel, além de servir como indexador de tarifas públicas e serviços essenciais, como energia elétrica e telefonia.