Foto: Reprodução
Cassia Girardi do Nascimento, 26 anos, foi morta a tiros na madrugada do último sábado em Cacequi.
O delegado Adriano de Jesus Linhares Rodrigues, titular da Delegacia de Polícia de Cacequi, afirma que o feminicídio de Cassia Girardi do Nascimento, 26 anos, foi marcado por extrema violência. A jovem foi morta com disparos de espingarda calibre 12 dentro de uma residência no Bairro Iponã, na madrugada de sábado (14).
Em entrevista nesta quarta-feira (18) ao programa Bom Dia, Cidade, da CDN 93.5 FM, o delegado destaca que a linha de investigação que está sendo conduzida pela Polícia Civil é de crime de feminicídio. Ele também foi incisivo a pontuar sobre a gravidade do caso.
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- A forma como o crime ocorreu demonstra extrema brutalidade. A vítima não teve qualquer possibilidade de reação - afirma.
Segundo a autoridade policial, o pedido de prisão preventiva do ex-namorado de Cássia foi feito ainda no dia do crime e decretada rapidamente pelo Judiciário. O inquérito está em fase final, com a juntada de laudos periciais e a formalização das últimas diligências antes do envio ao Ministério Público e à Justiça.
O suspeito, Bruno da Rosa Padilha, 29 anos, estava foragido desde o dia do crime. Ele se apresentou na terça-feira (17) na Delegacia de Polícia de Rosário do Sul, acompanhado de familiares e advogados. Desde a decretação da prisão preventiva, equipes da Polícia Civil realizaram buscas contínuas para localizá-lo, inclusive no interior do município. Durante o interrogatório, Bruno permaneceu em silêncio.
Conforme o delegado, Cássia havia registrado ocorrência por violência doméstica um dia antes de ser assassinada. A medida protetiva foi concedida pela Justiça na sexta-feira (13). Não havia registros formais anteriores de agressão, embora houvesse relatos de desentendimentos entre o casal.
O sepultamento da vítima ocorreu na manhã de domingo (15), no Cemitério Municipal de Cacequi. Cassia deixa um filho de 5 anos, fruto de um relacionamento anterior.
O que diz a defesa
Procurada pela reportagem, a defesa de Bruno Padilha informou que o caso tramita em sigilo, e que só irá se manifestar nos autos do processo. Confira a nota da defesa, enviada pelos advogados Andriele Irene Dall'agnol e Giuliano Pahim Vianna:
"O Escritório Dall’Agnol & Pahim Advogados esclarece que o caso em questão tramita sob sigilo, circunstância que impõe às partes e aos profissionais envolvidos o dever de cautela e responsabilidade na condução das informações. O respeito às determinações legais e à preservação dos direitos fundamentais deve prevalecer, especialmente em situações de grande repercussão social.
Dessa forma, eventuais manifestações serão realizadas exclusivamente nos autos do processo, no momento oportuno, evitando-se a exposição indevida das partes e a espetacularização do Direito. Reafirmamos nosso compromisso com a legalidade, a serenidade institucional e o regular andamento das investigações."