A falta de notícias dos manifestantes de Santa Maria presos em Brasília angustia os familiares. A lista divulgada nesta terça-feira (11) pelo governo do Distrito Federal e que circula na imprensa nacional traz o nome de pelo menos três empresários da cidade detidos na Capital Federal devido aos ataques aos prédios dos Três Poderes, no último domingo (8).
Entre os presos, está Ivett Maria Keller, 57 anos. A santa-mariense chegou apenas no domingo à noite em Brasília na excursão que levou cerca de 40 pessoas para os acampamentos de pró-Bolsonaro. A filha de Ivett, de 39 anos, que também é empresária, afirma estar bastante preocupada com a situação. Ela assegura que a mãe participaria de atos pacíficos e não se envolveu nos ataques, até porque chegou depois de tudo o que aconteceu.
– Minha mãe não fez isso (ataques). O ônibus saiu sexta-feira e foi parado três vezes pela Polícia Federal. Eles só chegaram à noite no acampamento de Brasília – afirma.
Mesmo assim, os integrantes da excursão foram detidos e levados para o ginásio da PF. O último contato com a mãe foi por volta de 1h de terça-feira, por celular. Depois disso, as ligações começaram a cair na caixa postal.
Dos cerca de 40 passageiros do ônibus de Santa Maria, pelo menos seis seguem presos em Brasília. São dois homens e quatro mulheres, entre elas Ivett. Os demais teriam retornado viagem às 18h desta terça, segundo informou a filha da empresária.
Ivett teria sido levada para o Presídio da Colmeia, Penitenciária Feminina do Distrito Federal. Na manhã desta quinta (12), o advogado contratado para cuidar da situação tentará falar com Ivett. A intenção é provar na audiência de custódia que a empresária não participou dos ataques aos prédios públicos e, assim, tentar a sua libertação. As audiências de custódia deverão ser concluídas até domingo, segundo estima o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
OUTROS PRESOS
A família do empresário Eduardo Zeferino Englert, que também está preso, não quis comentar a situação e informou que um advogado está cuidando do caso.
Já o pai de Tatiane Marques postou em uma rede social um texto em defesa da filha e que acompanha a situação: “Antes de tudo, é uma grande patriota (…). Estou a observar toda essa pilantragem desses comunistas que usurparam a dignidade do povo de bem do Brasil. Tenham certeza, senhores do poder, se algo nefasto acontecer com minha filha, não assistirei passivo”.
Tatiane tem milhares de seguidores nas redes sociais e, na terça-feira, publicou vídeo em que criticava o tratamento desumano dentro do ginásio da PF onde estava detida. Desde então, não fez mais nenhuma nova postagem.