Foto: Marcelo Garcia / Venezuelan Presidency / AFP
O governo da China se posicionou neste sábado (3) contra a ofensiva militar realizada pelos Estados Unidos em território venezuelano e criticou duramente a captura do presidente Nicolás Maduro. Para o governo, o ataque representa não apenas uma afronta direta à soberania da Venezuela, mas também um fator de instabilidade para toda a América Latina e o Caribe.
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Em nota oficial e também durante uma coletiva de imprensa em Pequim, na capital da China, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores afirmou que o país recebeu os acontecimentos com extrema preocupação e classificou a ação como uma violação grave das normas internacionais.
– A China está profundamente chocada e condena veementemente o uso flagrante da força pelos EUA contra um Estado soberano e o ataque ao seu presidente – declarou o representante da chancelaria. Segundo ele, a conduta dos Estados Unidos reflete um comportamento de caráter hegemônico, com potencial de comprometer a paz e a segurança regional.
Ainda de acordo com o comunicado, a China defendeu que disputas políticas e institucionais devem ser resolvidas por meios diplomáticos e dentro do marco do direito internacional. O governo asiático cobrou que Washington interrompa imediatamente ações militares e respeite os princípios fundamentais que regem as relações entre Estados.
– A China se opõe firmemente a isso. Exortamos os EUA a respeitarem o direito internacional e os propósitos e princípios da Carta da ONU, e a cessarem as violações da soberania e da segurança de outros países – concluiu a nota oficial.
China e Venezuela
A China mantém uma relação estratégica com a Venezuela, tanto no campo diplomático quanto econômico, e tem reiterado, nos últimos anos, a defesa de que os impasses políticos internos do país devem ser solucionados exclusivamente pelos venezuelanos, sem qualquer tipo de interferência estrangeira.
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