Escola que homenageou o presidente Lula é rebaixada no Carnaval do Rio; Viradouro conquista o título

Escola que homenageou o presidente Lula é rebaixada no Carnaval do Rio; Viradouro conquista o título

Foto: Alex Ferro (Riotour)

A escola de samba Acadêmicos de Niterói foi rebaixada do Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro após ficar na última colocação na apuração desta quarta-feira (18). A agremiação estreava na elite e apresentou um enredo sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Já o título ficou com a Unidos do Viradouro, que conquistou o quarto campeonato com desfile em homenagem ao mestre de bateria Moacyr da Silva Pinto.

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A Viradouro somou 270 pontos nas notas válidas e gabaritou praticamente todos os quesitos. O desfile, o terceiro da segunda-feira (16), emocionou público e integrantes, com ritmistas atravessando a avenida às lágrimas. A escola retornou ao topo apenas dois anos depois do último título, conquistado em 2024.

Foto: Alex Ferro (Riotour)

Classificação e destaques da apuração

O vice-campeonato ficou com a Beija-Flor de Nilópolis, com 269,9 pontos, apenas um décimo atrás da campeã. Também desfilarão no Sábado das Campeãs a Unidos de Vila Isabel, o Acadêmicos do Salgueiro, a Imperatriz Leopoldinense e a Estação Primeira de Mangueira, que completaram as seis primeiras posições.

A Acadêmicos de Niterói terminou com 264,6 pontos e desce para a Série Ouro. Durante a leitura das notas, a escola recebeu apenas duas notas máximas.

Enredo político e polêmicas

Com o enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a Acadêmicos apresentou na Marquês de Sapucaí a trajetória do presidente desde a infância no Nordeste, a migração para São Paulo, a atuação sindical e a chegada à Presidência da República. A comissão de frente fez referência à rampa do Palácio do Planalto, enquanto alas trouxeram representações do ministro Alexandre de Moraes e dos ex-presidentes Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.

O desfile também apresentou críticas políticas, incluindo referências à pandemia e a políticas sociais recentes. Parte das alegorias ainda citou a prisão do atual presidente, o que ampliou o debate público sobre o conteúdo do samba-enredo.

Antes mesmo do carnaval, o tema foi alvo de ações judiciais e representações no Ministério Público e no Tribunal de Contas da União. Questionamentos alegavam propaganda eleitoral antecipada e possível uso irregular de recursos públicos. O caso chegou ao Tribunal Superior Eleitoral, que rejeitou pedido para barrar o desfile por entender que poderia haver censura prévia.

Após a decisão, o Partido dos Trabalhadores orientou militantes a evitar manifestações que pudessem ser interpretadas como campanha antecipada. Depois da apresentação, Lula elogiou o desfile nas redes sociais, enquanto setores da oposição anunciaram novas medidas judiciais.

Além das controvérsias políticas, a escola enfrentou dificuldades operacionais na dispersão. Alegorias ficaram presas na saída da avenida, provocando correria no fim da apresentação. A situação levou a escola seguinte a relatar prejuízos na organização do próprio desfile. Na segunda-feira (16), a Acadêmicos de Niterói divulgou nota afirmando ter sofrido perseguições durante a preparação para o carnaval em razão do enredo escolhido.

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