Consumo

Setor de serviço de reparos passa imune à crise em Santa Maria

Juliana Gelatti

Não dá para dizer que empresas do setor de consertos estão ficando ricas, mas empresários não negam que estão sendo menos afetados do que as lojas com a crise econômica. Roupas, calçados, eletrodomésticos e celulares: enquanto as vendas de produtos novos caem mês a mês, reparos de itens antigos têm aumentado em boa parte das empresas consultadas em Santa Maria. Adequar peças de vestuário e sapatos de outras épocas à moda atual também tem sido uma alternativa adotada por muitos consumidores da cidade.

Nas sapatarias, pinturas e trocas de salto de botas e sapatos continuam sendo os serviços mais procurados, sobretudo no inverno. Mesmo com pouco frio neste ano, na Rápida Grande Gala e na Rápida Silveira, ambas no Centro, foi possível perceber um tímido aumento na demanda.

_ Tem se mantido e até está um pouco melhor. As pessoas comentam bastante que pretendiam comprar algo novo, mas preferiram consertar. Com uma pintura e um salto novo, fica como se tivesse saído da loja – diz Milton Guareschi, proprietário da Rápida Grande Gala.

No vestuário, as costureiras estão tendo trabalho para ajustar ou modificar o modelo de roupas antigas, já que as clientes têm resgatado itens que estavam no fundo do guarda-roupa há décadas. Na Restaura Jeans, especializada em tinturas de jeans, mas que também oferece revitalização de couro, a mudança de modelos das calças do dia a dia tem sido o serviço mais procurado. Na Sala de Costura e na Costureira Santamariense, os pedidos também aumentaram:

_ Aqui, temos muitas lojas que são nossas clientes e, para vender, oferecem o ajuste. Nesse caso, caiu muito a demanda. Já o conserto de peças avulsas, que as pessoas já têm em casa, esse cresceu bastante e deu para equilibrar. Casacos de lã, por exemplo, recebemos muitos com modelos ultrapassados para atualizar na moda _ diz a costureira da Sala de Costura, Elenir da Rosa.

Cozinha recauchutada

A onda de consertar pequenas avarias chegou aos aparelhos da cozinha. Na Rapitec, que conserta eletrodomésticos portáteis, a procura pela reposição de peças e reparos aumentou consideravelmente nos últimos meses. Os principais itens levados à loja são cafeteiras e liquidificadores. Enquanto um aparelho novo sai, em geral, por mais de R$ 100, trocar a jarra quebrada ou fazer o produto voltar a funcionar pode custar até R$ 50, dependendo do modelo.

_ Sentimos aumentar bastante o movimento. As pessoas e as empresas estão fazendo retenção de custos e, quando é viável, estão optando pelo conserto _ diz a proprietária Jane Trommer.

Por outro lado, na MaqTec, que conserta itens maiores, como ar-condicionado, geladeira e lavadoras de roupas, a crise chegou, e a procura caiu, sobretudo neste mês. Quando o produto é aparelho celular, a assistência Help notou uma mudança de atitude:

_ As assistências por garantia caíram bastante e, cresceu o conserto de celulares com dois anos ou mais, o que não ocorria antes _ diz a sócia-proprietária Cristiane Inácio.

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