Foto: Vinicius Becker (Diário)
Evento reuniu cerca de 100 mil pessoas e 556 empreendedores da economia solidária
A exemplo de outros anos, a 32ª Feira Internacional do Cooperativismo e Economia Solidária (Feicoop) reforçou o seu papel como espaço de comercialização, troca de experiências e promoção da economia solidária. O evento reuniu grande público e movimentou os pavilhões da Rua Heitor Campos, no Bairro Nossa Senhora Medianeira, que abrigou 556 expositores de diferentes regiões do Rio Grande do Sul, do Brasil e da América do Sul. De acordo com a organização, cerca de 100 mil visitantes circularam entre sexta-feira (10) e o domingo (12) no evento.
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Sob o tema “Construindo a ecologia integral frente às emergências climáticas”, a feira reafirmou seu caráter que vai além da comercialização. Em meio às compras, havia também espaço para pensar. Palestras, oficinas, rodas de conversa, debates e painéis costuraram reflexões sobre o presente e o futuro, como se cada fala também fosse uma semente plantada.
Variedade
Para muitos santa-marienses, o evento foi o programa de fim de semana. Entre bancas coloridas e cheias de identidade, o público encontrou uma variedade de produtos que iam da gastronomia ao artesanato, passando por vestuário, itens regionais e degustações. Intervenções artísticas completaram o cenário, tornando a experiência ainda mais interessante.
De Tupanciretã, Edgar Fioresi acompanhava de perto o interesse pelos salames produzidos em sua agroindústria familiar — um dos itens mais procurados da feira.

— A gente participa há uns 10 anos, e é aqui que conseguimos mostrar o valor da nossa produção, que é da agricultura familiar — disse
O artesanato ocupou lugar de destaque, com dois pavilhões dedicados a expositores vindos de estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, além de diferentes cidades gaúchas. Para alguns, a experiência foi inédita, como para a artesã Patrícia Rodrigues, de Porto Alegre.
— Eu achei importante e interessante trazer a minha marca para um evento tão referência como esse. E o meu trabalho é voltado para o artesanato de matrizes africanas — explica
Curiosidade
A feira também teve espaço para a curiosidade. Um cartaz inusitado chamava a atenção: “O pior licor do mundo”. A frase, estrategicamente provocativa, levou visitantes até a banca de Anderson Marostica, de Nova Pádua, também estreante na feira.

— Esse licor é uma produção totalmente exótica, com grapa, urtiga, pimenta, jambú e aroeira-braba. A frase é justamente para chamar atenção — e funcionou, vendi tudo — relata

Avaliação positiva
Para a organização, a edição deste ano atingiu as expectativas. De acordo com o coordenador geral da Feicoop, José Carlos Peranconi, o evento registrou grande público durante os três dias.

— Estamos satisfeitos com a participação do público e com o resultado da feira. Os corredores estiveram cheios durante todo o evento — afirma