Brincar com o bebê incentiva o desenvolvimento de uma série de habilidades. O problema é que muitas mães e pais simplesmente não sabem a importância das brincadeiras ou o que podem fazer para interagir com os filhos muito novos, com menos de um1 ano.
Segundo pesquisa de 2012, do instituto Ibope Inteligência em parceria com a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, apenas 19% das pessoas consideram que brincar é importante para o desenvolvimento das crianças. Quando perguntados sobre o que fazem na prática para estimular o desenvolvimento do filho, 55% dos 2.002 entrevistados disseram que deixam a criança na frente da televisão, para que ela aprenda com desenhos e programas infantis. As brincadeiras nem aparecem nas respostas. Já para 4% deles, a criança de até um ano não precisa de estímulos, porque aprende sozinha.
Mesmo que o bebê pareça não compreender os pais, é importante interagir.
A criança aos dois ou três anos compreende muito mais palavras do que fala, o que também ocorre com bebês: eles estão criando sinapses o tempo todo diz a pedagoga Maria da Glória Galeb.
Objetos do dia a dia, como tampas e latas, de diferentes texturas, podem ser divertidos, apesar de bebês dispersarem rápido.
O tempo de concentração deles é curto explica a pedagoga Camilla Oliveira.
Brincar é sinônimo de intimidade para a pequena Maria Amália, um ano, e seus pais, Glauco Schemeling e Gabrielle Schuster. Rolar no chão junto com papai e mamãe já é um tipo de interação antiga para a menina, que também gosta de brinquedos alternativos.
Desde muito pequena a gente notou que ela não gostava muito de brinquedos convencionais, mas copinhos de plástico e livrinhos de colocar na água sempre chamaram mais a sua atenção. Até hoje é assim conta o músico Glauco, acrescentando que a cantoria faz parte da vida para a pequena.
A seguir, confira dicas para estimular seu bebê do nascimento aos primeiros passos.