Na segunda-feira (9), por algumas horas, as linhas do transporte para a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) foram bloqueadas por estudantes, liderados pelo DCE, em protesto ao valor da nova tarifa, que passou a vigorar também na segunda-feira.
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Os coletivos com trabalhadores não foram afetados diretamente, porém, a paralisação impactou na circulação dos demais veículos. Por esse motivo, o trânsito ficou complicado por algumas horas e motoristas precisaram buscar vias alternativas nas redondezas. Diga-se de passagem, o protesto é legítimo e teve apoio de trabalhadores que aguardavam em paradas, já que também são impactados pelo preço elevado da tarifa.
Agora, a situação caótica do transporte público é uma realidade no país: municípios injetando recursos volumosos para não repassar todo o valor ao usuário, que é a parte mais vulnerável no sistema. No caso de Santa Maria, o problema é mais grave pelas dificuldades financeiras do Executivo.
E não há dúvida que a licitação precisa sair para ter regras mais claras sobre o sistema. Porém, o processo não resolverá a defasagem. A tarifa continuará cara, com ônibus, cada vez, mais sucateados e vazios. A licitação não fará mágica.
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Esse cenário só mudará se o governo federal subsidiar o transporte, pois os municípios estão esgoelados e já têm muitos encargos. Até agora, início do quarto ano do mandato de presidente Lula, a gestão não colocou dinheiro para aliviar o bolso de seu eleitorado. Sem falar que “transporte público de qualidade” sempre foi uma bandeira petista. O governo estuda apresentar o “ SUS do Transporte Público” com tarifa zero para os municípios, mas nada muito concreto. A esperança para a população, onerada pelo transporte, ter algum benefício na prática é o fato de ser um ano eleitoral.
Diante da queda de Lula nas pesquisas, aliados de Lula avaliam que a tarifa zero seria “um grande golaço” para sua reeleição. Só esse fato poderá fazer o governo se mexer.