claudemir pereira

Em Santa Maria, mais de 13% dos eleitores são filiados a um partido

Santa Maria tem 205.127 eleitores inscritos, segundo os dados de fevereiro deste ano, os últimos disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral. É da mesma data a mais recente atualização no número de filiados aos 32 partidos políticos com vida legal no município.

Trata-se de número extraordinário: 26.437 santa-marienses (13% do total de eleitores) estão oficialmente alistados como militantes nessas agremiações. Mesmo considerando (e é, mais que possível, real) que parte deles seja apenas filiado cartorial, e há até quem sequer saiba estar filiado - "assinou a ficha" para ajudar um amigo, pedir um favor ou coisa que o valha - e não participa da vida partidária, é um número para lá de considerável.

OS GRANDÕES - Não há, nos últimos anos, mudança significativa entre os maiores partidos santa-marienses. O pelotão não se modifica. E o quinteto de maior preferência têm mais de dois terços (68%) do total geral de filiados.

Faz muitos anos que o PT puxa a fila dos graúdos, hoje com 6.803 filiados (25,7% do total). Isto é, de cada quatro militantes oficiais, um é petista. Mais atrás, em segundo lugar, também de longa data, vem o MDB, com 3.535 alistados (13,3%).

No pelotão intermediário dos campeões de preferência partidária estão PP, com 2.908 (11%), PDT, com 2.664 (10%) e PSDB, que tem 2.142 eleitores filiados, representando 8,1% do total de alistados.

Logo depois desses cinco grandões, uma peculiaridade: os que vêm a seguir enfrentam a debandada de seus principais líderes, inclusive o presidente (o PTB) ou simplesmente deixou de existir, no caso do Democratas. O primeiro tem 1.903 (7.2% do total) filiados, e o segundo contava com 1.533 (5,8%).

Outra singularidade surge com o PSL, o outro partido que sumiu, ao fundir-se com o DEM, e de ambos nascer o União Brasil. Os pesselistas já haviam se desmilinguido oficialmente, pois contavam, em fevereiro, com apenas 32 filiados.

Por fim, não se sabe ainda qual o futuro do PSDB. Com a virtual saída de Eduardo Leite, para virar pessedista, como ficará o tucanato? É provável que nem seus líderes saibam. Mas, certamente, o número de filiados se reduzirá. Possivelmente em benefício justamente do PSD, hoje com um quadro de partido médio em Santa Maria, com seus 638 filiados.

Número que o coloca, por enquanto, em 11º lugar. Além dos já citados, são maiores que a futura (?) sigla do governador por aqui, o PSB (840 militantes), o Republicanos (766) e PL (693). Este, aliás, deve crescer, com a chegada dos demistas que entrarão no partido de Jair Bolsonaro.

Vaga ao Senado, a mais animada das disputas

Você já leu aqui, há algum tempo, sobre a tendência de a eleição mais animada de 2022 ser a que definirá a única cadeira em disputa para o Senado. Pois a ideia cada vez mais se consolida.

Ainda faltam a definição de MDB, PDT, PP e PL - ou de seus aliados num possível consórcio eleitoral. Se fala em José Ivo Sartori, emedebista melhor posicionado em qualquer pesquisa. Ele foge de qualquer definição, mas...

Sem nomes desses times, no entanto, já se tem um quadro cheio de boniteza, para quem gosta de boa briga eleitoral. Os destros têm até dois nomes fortes. Um a ex-pepista e agora no PSD, Ana Amélia Lemos, que até outro dia era senadora. Outro, o atual vice-presidente da República, Hamilton Mourão, recém-filiado ao Republicanos. Se vão colidir não se sabe, mas é voto direitista garantido.

Pelo centro, se é que se pode dizer isso, vem o ex-radialista Lasier Martins, nome do Podemos e que busca renovar seu mandato, ele que se elegeu pelo PDT há oito anos.

Por fim (por ora, bem entendido), a novidade: a comunista do B Manuela D'Ávila, com o apoio do PT e da maior parte da esquerda, estaria por entrar no jogo. E é, por enquanto, o único nome forte pelo lado canhoto, o que pode facilitar sua vida, na hora do vamos ver.

Para fechar, palpite claudemiriano: dada a incrível paridade, é bastante possível que o próximo senador gaúcho possa se eleger com até 25% dos votos. Ou menos.

A decisão de Romildo e o futuro de Alice

UNIÃO E PTB - Depois de 25 anos e participação em todos os governos municipais desde Valdeci Oliveira, o presidente do PTB, Jair Binotto (foto), anuncia sua saída da agremiação. Nem ele, porém, ou os cerca de pelo menos 20 militantes já confirmados para se mandar, ficarão ao relento. O caminho provável de todos é o União Brasil, nascido do PSL e do DEM, e que é rejeitado pelos atuais comandantes da dobradinha.

Aliás, o outro graúdo da sigla em Santa Maria, o ex-vereador Ovídio Mayer, também está de saída. Assim, parece evidente que, inclusive por conta dos últimos acontecimentos estaduais, com a cassação do deputado e maior nome da sigla, Luis Augusto Lara, que a desidratação da sigla, em Santa Maria, se não for total, ficará muito perto disso.

MINÚSCULOS - Se há um grupo de partidos musculosos na militância, como você leu na nota que abre a página, existe também o conjunto de siglas que alguns chamariam nanicas.

Todas tem menos de 60 filiados, e beiram a irrelevância. O que não as torna desimportantes. Nem que devam ser eliminadas. Não. Elas têm o espaço equivalente ao seu tamanho na cidade.

Três, inclusive, contam menos de 10 alistados. E uma, inclusive, legitimamente, apresentará candidato a deputado federal. No caso, o Avante e seu líder local, Gerri Machado.

A seguir, de trás para frente, confira a relação das 10 menores agremiações de Santa Maria: Unidade Popular (UP) e PCO, um único filiado; PCB (5), PRTB (13), Avante (21), PSL, já extinto (32), PSTU (22), PTC (31), Rede (51) e PMN (55 filiados).

LUNETA

SEM ÔNUS

Chamaram a atenção do escriba dois requerimentos de autorização para viagem aprovados quinta-feira, na Câmara. Ambos sem ônus para o Legislativo. Quer dizer, não será paga por você, contribuinte. Uma de Manoel Badke, a caminho do PL, para Porto Alegre; outra de Getúlio de Vargas, do Republicanos, para Brasília. O primeiro no dia 22, o segundo entre 22 e 25, também na próxima semana.

SEM ÔNUS II

Parece evidente que as agendas montadas por ambos para os deslocamentos têm tudo a ver com política pessoal e partidária, e não do interesse coletivo, o que justifica (e merece o elogio do escriba) pagarem sua própria conta. Aliás, no caso de Badke, a viagem se deve a prestigiar a filiação coletiva de um balaio de ex-DEM ao PL, num ato que tem tudo a ver com a pré-campanha de Ônyx Lorenzoni ao Governo do Estado.

DA CASA?

Estima-se que 10 ministros concorrem a deputado, senador ou governador. Eles têm de se desincompatibilizar até 1º de abril. Número semelhante de secretários também se afasta. E na Prefeitura? Até aqui, se não mudou de ideia, sai só Ewerton Falk, secretário de Licenciamento. A questão: quem o substituirá? Se a troca for caseira, o favorito é o adjunto, Beloyannes Orengo de Pietro Junior. Se for.

MUDANÇA?

Uma reunião marcada para a noite desta sexta-feira poderia significar mudanças nos nomes dos candidatos a deputado pelo PP. Admitia-se, nos bastidores, que o encontro - que aconteceria após o fechamento desta página - poderia marcar a desistência de um dos dois pré-candidatos, João Ricardo Vargas ou Zaloar Soares da Silva, Se confirmado, o partido teria de decidir sobre substituto. Ou não.

PARA FECHAR!

Faltam sete meses e meio para o pleito de 2022. Alguns partidos não sabem ainda o que fazer, da mesma forma que possíveis candidatos sequer confirmam sua participação. Pois, creia: políticos que pensam estrategicamente têm mais chance, sempre. É o caso de um servidor público, sem mandato, que milita já num partido, e que prepara sua campanha a vereador em 2024. Sim, você leu certo, 2024.

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