Foto: Beto Albert (Arquivo Diário)
O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar na manhã desta sexta-feira (26), após permanecer internado desde 13 de março no hospital DF Star, em Brasília. Ele foi diagnosticado com pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração e seguirá o tratamento em casa.
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Bolsonaro chegou à residência por volta das 10h20min e, segundo imagens exibidas pela CNN Brasil, utilizava colete à prova de balas ao entrar no local. A alta ocorre após melhora clínica registrada nos últimos dias, após período de internação que incluiu 11 dias na UTI.
— A evolução nos últimos dois dias foi o que nós esperávamos, sem nenhuma intercorrência, com a medicação totalmente adaptada e já com a transição para a via oral, para que se use em casa — afirmou o cardiologista Brasil Caiado.
Tratamento segue fora do hospital
Com a alta, o ex-presidente inicia uma nova etapa de recuperação, com acompanhamento médico contínuo. Segundo a equipe, o tratamento inclui fisioterapia motora e respiratório, um programa de reabilitação cardiopulmonar, acompanhamento nutricional e monitoramento clínico.
A previsão é que Bolsonaro retorne ao hospital no fim de abril para realizar uma artroscopia no ombro direito, procedimento minimamente invasivo indicado para tratar problemas articulares.
Prisão domiciliar
Durante a internação, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar por 90 dias. A medida passa a valer a partir da alta hospitalar.
A decisão do ministro foi tomada depois do pedido da defesa de Bolsonaro e após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que deu parecer a favor da flexibilização de regime devido ao quadro de saúde instável de Jair Bolsonaro.
Ele estava preso na Papudinha, em Brasília. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Evolução do quadro
Bolsonaro foi internado em 13 de março com queda na saturação de oxigênio. Exames confirmaram broncopneumonia bacteriana bilateral, associada à broncoaspiração, condição em que conteúdo do estômago atinge as vias respiratórias e pode causar infecção.
O tratamento começou com dois antibióticos, mas, diante da resposta insuficiente, um terceiro medicamento foi incluído. A partir daí, houve melhora clínica, com redução dos marcadores inflamatórios e dos sintomas respiratórios.
Nos dias seguintes, os boletins médicos indicaram evolução gradual, com recuperação da função renal, melhora em exames de imagem e estabilização do quadro. No dia 23, Bolsonaro deixou a UTI e foi transferido para o quarto, onde permaneceu até a alta.
A orientação médica é de continuidade do tratamento em casa, com acompanhamento para consolidar a recuperação.