Foto: Divulgação
Ela está na capa, no nome e na motivação de Evandro Zamberlan para o segundo livro: Santa Maria em crônicas e poesias. Com 32 crônicas e 18 poesias, estritamente tematizadas na cidade, a obra vem a público no mês de aniversário da musa inspiradora. O lançamento ocorre em duas datas e em dois locais.
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Nesta segunda-feira, a partir das 17h30min, será no Bar Da Casa. No sábado, das 10h ao meio-dia, o encontro está agendado na Livraria da Mente, no Calçadão. Ao longo de 50 textos, o autor passeia por ambientes, personagens, memórias e afetos santa -marienses.
O tom é aquele que os leitores do Diário já conhecem pelas colunas que Zamberlan publica a cada 15 dias, desde 2020. E é sem titubear que ele explica esse olhar ancorado na Boca do Monte:
– Toda a minha vida foi feita em Santa Maria. Nasci, me criei, me formei, trabalho e sempre morei aqui. Sempre valorizei as pessoas, os locais e as coisas daqui. Sou bairrista. Daí foi surgindo a vontade de escrever sobre tudo isso – diz Zamberlan.
A primeira publicação, “Assim Foi, Assim Será”, esteve entre os 10 mais vendidos na Feira do Livro de 2021. Publicados em jornal impresso ou livro, replicados no universo digital ou mesmo inseridos nos Anais da Câmara de Vereadores, os textos trazem personagens que convocam sentimentos coletivos... simpatia, admiração, saudade... É o caso de prosas como “O 22° vereador”, que cultivam a memória e ecoam em quem vive o cotidiano da cidade.
– Eu falo sobre o Claudinho Cardoso, figura histórica e popular de Santa Maria. Como a vida inteira ele frequentou as sessões da Câmara, eu escrevo que é meia-verdade dizer que são 21 vereadores – explica.
Música e personagens santa-marienses

Graduado em Administração e Ciências Contábeis pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Zambelan também tem formação em outra escola, a musical. Em dezembro do ano passado, trouxe um Troféu Jayme Caetano Braun (distinção criada pela Assembleia Legislativa RS) para a cidade.
No ano anterior, na 31ª Tertúlia Musical Nativista, a bem-humorada Diz que é de Santa Maria conquistou como Música Mais Popular. A letra, que abusa de referências tão santa-marienses como o Vento Norte, demonstra o quanto o compositor e o cronista se alinham.
Os versos de O retorno do Paulinho Bilheteiro, outra figura que está viva no imaginário local, demonstram tal conexão. Trafegando entre a história e a liberdade de criação que a literatura permite, Zamberlan conduz o personagem de vendedor de bilhetes a herói municipal.
– Na poesia, o Paulinho ressurge no Calçadão e salva financeiramente toda a população. Pedem que ele concorra a vereador, ele se elege e depois prova um projeto de lei em que toda a população receberia o primeiro prêmio da loteria da Caixa Econômica Federal – resume Zamberlan.
Bem-humorado, o escritor brinca que “se a pessoa não gostar do livro, o dinheiro não será perdido”.
Assim como na primeira obra, toda a renda será revertida em filantropia. Desta vez, os recursos irão para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) Santa Maria. Em 2021, Assim Foi, Assim Será, beneficiou o Centro de Apoio à Criança com Câncer (CACC).