VÍDEO: Autor de ataque a tiros em Santa Maria não tinha antecedentes criminais, mas registros de ameaça e agressão, diz delegado

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Foto: Mateus Ferreira

Caso será investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP)

A Polícia Civil deve aprofundar, ao longo desta semana, a investigação sobre o tiroteio registrado na madrugada de sábado (4), na região central de Santa Maria, que terminou com a morte de um adolescente de 16 anos e deixou três pessoas feridas.

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De acordo com o delegado Adriano de Rossi, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a principal linha de apuração neste momento é identificar a motivação do crime e esclarecer se o jovem agiu sozinho ou teve apoio.

— A gente pretende agora, durante a semana, aprofundar a investigação em relação ao fato. Acho que o primeiro ponto principal é entender a motivação desse crime, do porquê o adolescente visou executar uma das vítimas — afirmou.

Segundo o delegado, há indícios de que o ataque não foi aleatório e que havia um alvo específico.

— Pelo que a gente apurou, o alvo principal dele foi um dos homens que foi atingido. Ele chegou para atingir esse alvo e acabou depois deferindo outros disparos naquela ação — explicou.


Autor não tinha antecedentes criminais

Conforme o delegado, o adolescente não possuía antecedentes criminaismas tinha registros policiais recentes.

— Ele não tinha antecedente, mas tinha dois registrosum de ameaça, inclusive em fevereiro, dentro de violência doméstica, e outro por vias de fato — relatou.

A investigação deve avançar com a oitiva de testemunhas e análise de imagens de segurança.

— No local, a gente já identificou várias testemunhas. Pretendemos ouvir essas pessoas, ouvir os familiares e buscar novas imagens que mostrem outros detalhes — afirmou.


Investigação apura possível apoio

A Polícia Civil também busca identificar se houve participação de outras pessoas, seja no transporte até o local ou até mesmo na eventual ordem para a execução.

Até o momento, não há confirmação de desavenças diretas entre o adolescente e as vítimas.

— A princípio não foi apurado nada nesse sentido. A gente pretende ouvir os familiares dele para entender o que ele fazia, com quem ele andava — acrescentou.

Outro ponto em análise é se o jovem já estava no local antes do crime ou se a ação foi motivada por uma oportunidade momentânea.

— A gente vai buscar se ele já estava lá ou se foi de maneira fortuita, se alguém passou e viu esse possível desafeto e decidiu agir — afirmou.

Arma, imagens e desdobramentos

O tipo de arma utilizada e o local do crime são elementos que, segundo o delegado, exigem cautela antes de qualquer conclusão sobre ligação com facções criminosas.

Ele utilizou um revólver calibre 38, e dos seis tiros, duas munições não deflagraram. Isso chama atenção e a gente não pode cravar, neste momento, alguma questão de acerto de contas entre facções — explicou.

Ainda assim, a polícia mantém contato com setores de inteligência para monitorar possíveis desdobramentos.

— A gente sempre se preocupa com possível revide. Já entrei em contato com a inteligência da Brigada Militar para trocar informações e apurar o mais rápido possível se há alguma origem em facção criminosa — disse.


Ação de policiais evitou cenário mais grave

O delegado também destacou a atuação de policiais militares que estavam de folga e reagiram à ação, neutralizando o adolescente.

A ação poderia ter sido muito mais letal, principalmente se ele estivesse com uma pistola. Tinha muita gente no local, então poderia ter sido um fato muito mais grave — avaliou.

Sobre a atuação dos policiais, De Rossi afirmou que, até o momento, não há dúvidas quanto à legalidade da intervenção.

— O que eles relataram bate com as imagens. A princípio, não existem dúvidas de que agiram em legítima defesa de terceiros — disse.

Ele também ressaltou que, mesmo fora de serviço, os agentes têm obrigação de agir.

Eu sou policial 24 horas por dia, sete dias na semana e ando sempre armado. Se a gente não agir em uma situação dessas, podemos responder por isso. É obrigação defender a sociedade, estando em serviço ou de folga — concluiu.

O caso segue em investigação.


Confira a entrevista completa

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