Foto: Divulgação
Um período de três a seis meses de testes práticos. Esse é o cronograma estimado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) para avaliar a pertinência e a viabilidade do uso de patinetes elétricos dentro do campus principal, no Bairro Camobi. A gestão universitária projeta definir até o final da próxima semana como será a ampliação dessa fase experimental, que busca facilitar os deslocamentos diários pela comunidade acadêmica.
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Até o momento, a universidade recebeu apenas uma unidade do patinete elétrico. O equipamento já foi testado pelo vice-reitor, Tiago Marchesan, na pista multiuso do campus para avaliar a logística de uso e coletar dados sobre o tempo de deslocamento entre os prédios. Nesta etapa, os testes são restritos à equipe de gestão e não envolvem estudantes.
Segundo a UFSM, a fase atual tem como objetivo reunir informações sobre o tempo de deslocamento, a operação e os custos do serviço, que servirão de base para definir os detalhes de uma possível parceria com a empresa. Até o fim da próxima semana, a gestão da universidade pretende definir como será conduzida a etapa seguinte de testes, que pode contar com um número maior de patinetes no campus. A previsão é que essa fase de avaliação dure entre três e seis meses, período em que serão analisados o uso dos equipamentos e a viabilidade da iniciativa antes de uma decisão sobre a continuidade do projeto.
"A gente não tem nada decidido ainda"

Em entrevista à rádio CDN (93,5FM), a reitora da UFSM, Martha Adaime, explicou que o projeto ainda passa por ajustes e não há uma decisão oficial sobre a implementação definitiva. A dimensão do campus, que exige deslocamentos mais longos, é o principal motivador da busca por novas opções de transporte.
– A gente não tem nada decidido ainda, estamos estudando a possibilidade de uma parceria público-privada ou algum outro modelo que possa melhorar esse deslocamento dos estudantes. Pode ser patinete, pode ser a bicicleta também. Toda e qualquer mobilidade que seja de forma sustentável dentro do campus será bem aceita – detalha a reitora.
Foco na sustentabilidade

A introdução de veículos elétricos na universidade integra as diretrizes do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), que tem a sustentabilidade como um de seus eixos temáticos.
Como exemplo dessa política, a frota oficial do Executivo da instituição já passa por adequações. O veículo utilizado atualmente pela reitora e pelo vice-reitor é um carro elétrico, viabilizado por meio da doação de um projeto de pesquisa.
– Nós, atualmente, não podemos adquirir carros. Mas no momento em que a gente puder adquirir, já vamos entrar nessa questão de sustentabilidade, de carros elétricos. Sobre os patinetes, só recebemos um para testar e ver o tempo que leva de um local até o outro. A gente ainda não tem modelo de negócio ou de parceria, só ficamos pensando no tempo de deslocamento para poder fazer alguns cálculos – conclui Martha.