Foto: Reprodução
A nomeação do arcebispo metropolitano de Santa Maria, dom Leomar Antônio Brustolin, para o Conselho Internacional para a Catequese representa um reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela Igreja Católica no Brasil e à experiência acumulada ao longo de sua trajetória na evangelização. A avaliação foi feita pelo próprio arcebispo em entrevista ao Direto da Redação, da TV Diário e da Rádio CDN 93.5 FM.
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Segundo dom Leomar, a nomeação foi recebida com surpresa. Ele contou que soube da decisão após receber uma mensagem da Nunciatura Apostólica no Brasil orientando que acessasse seu e-mail, onde encontrou a comunicação oficial enviada pelo Papa Leão XIV.
— O que eu senti foi surpresa. Não tem como esperar, porque o mundo é tão grande e tem pessoas peritas no mundo inteiro. Provavelmente o chamado é para representar o Brasil, porque o Brasil ainda é o país mais católico do mundo, e também pela experiência que temos — afirmou.
O arcebispo explicou que sua atuação nacional na Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), voltada principalmente à transmissão da fé para crianças e jovens, contribuiu para a escolha.
— Tenho feito um trabalho há muitos anos ligado à transmissão da fé às novas gerações. Provavelmente é fruto mais da experiência do que de qualquer outra coisa — explicou.
Função no conselho
Durante a entrevista, dom Leomar também explicou que o Conselho Internacional para a Catequese integra o Dicastério para a Evangelização e atua assessorando o Papa em temas relacionados à formação cristã e à transmissão da fé em diferentes países. Entre os desafios, segundo ele, estão tanto a evangelização de novos fiéis quanto a reaproximação de pessoas já batizadas que se afastaram da Igreja.
Santa Maria seguirá como prioridade
Após a divulgação da nomeação, muitos fiéis manifestaram preocupação com uma possível transferência de dom Leomar para Roma. O arcebispo voltou a afirmar que permanecerá à frente da Arquidiocese de Santa Maria e explicou que a nova função terá caráter consultivo, com reuniões periódicas e possibilidade de participação remota.
— Vou ficar porque é um trabalho de assessoria. Hoje, como a maioria das pessoas, dá para fazer home office. Tem algumas reuniões em Roma, mas o restante podemos fazer pela internet — esclareceu.
Dom Leomar destacou ainda que continuará representando Santa Maria em todos os compromissos nacionais e internacionais.
— Por onde eu vou, eu sou sempre reconhecido pelo lugar onde estou servindo como bispo. Quando dizem Leomar Brustolin, dizem arcebispo de Santa Maria. Assim, eu carrego Santa Maria junto por onde eu for — concluiu.
Confira a entrevista na íntegra: