Na Quarta Colônia, o arcebispo da arqueodiocese de Santa Maria, Dom Leomar Brustolin, presidiu a missa e durante a fala, reforçou a importância deste ato realizado pelos fiéis.– O povo católico volta as igrejas para fazer o que sempre fez, desde a Idade Média, públicar na rua, aquilo que faz dentro de seus templos. Crer que naquele pão e naquele vinho, consagrados, está o corpo e sangue de Jesus Cristo – disse.
Em frente a igreja, os tapetes feitos de serragem e sal colorido, decoraram as escadas e o gramado. Alguns tinham escrito “Corpus Christi”, bem como “JHS”, que para os cristãos significa “Jesus salvador dos homens”, e agradecimentos a Cristo.
Após a missa, os devotos acompanharam o arcebispo Dom Leomar durante o trajeto que dava uma volta na quadra e retornava à igreja. A aposentada Geni Pollo, de 88 anos, que costuma sempre participar da procissão, diz como essa devoção começou:– Eu sou de Vale Vêneto, então, desde nova eu sempre venho à essa missa. Já é uma tradição de muitos anos.
Já a também aposentada Ana Tessele, 67, viajou de Restinga Sêca para conhecer a missa. Ele queria saber se há diferenças ou semelhanças entre como é celebrado em cada cidadeAinda na cidade, depois da celebração é comercializado um grande almoço que lota dois salões de festas.
Em Santa Maria
Durante a tarde, a procissão em Santa Maria partiu do Complexo Hospital Astrogildo de Azevedo em direção a Basílica da Medianeira. O arcebispo Dom Leomar Antônio Brustolin também presidiu a missa.
Durante a caminhada, uma multidão seguia os passos do líder cristão. Em alguns momentos, dom Leomar chegou a parar a procissão para conversar e rezar por pessoas com mobilidade reduzida que assistiam da calçada. Ele ainda chegou a parar outra vez para conversar com um homem em situação de rua, que estava sentado à beira da via na Rua Barão do Triunfo.
Num carro de som, eram ditas as preces e as orações que eram seguidas e completadas pela população que acompanhava. O publicitário aposentado Auriston Quinhones, de 65 anos, que lê a liturgia na Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, esteve na procissão e comenta a participação– Eu faço parte da igreja do Fátima, e sou da liturgia e às vezes até faço comentários, mas ultimamente também tenho vindo aqui na Medianeira. Estamos sempre envolvidos com os eventos referentes às igrejas de Santa Maria – diz.
Na missa, o arcebispo dom Leomar falou ao fiéis de que, se eles estavam ali, era porque Deus quer que eles continuem a missão de cada um. E destinou um momento para que os devotos louvassem ao Senhor e agradecessem o dom da vida.
Na Basílica, foram recolhidos agasalhos e alimentos que devem ser destinados à população em vulnerabilidade social.
Gabriel Marques, [email protected]
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