Foto: Reprodução
Moradores da localidade de Santuário, no interior de Restinga Sêca, relataram alteração na coloração e no odor da água de uma sanga que corta a região e afirmam que o problema pode estar relacionado a um empreendimento instalado nas proximidades. Segundo os relatos, a água está escura há pelo menos duas semanas, com cheiro forte, e o impacto já seria percebido em propriedades rurais a quilômetros de distância, onde, conforme os moradores, animais estariam evitando o consumo da água. A Fepam esteve no local e confirmou que houve vazamento de esgoto na sanga e que providências estão sendo tomadas.
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De acordo com a prefeitura de Restinga Sêca, a informação sobre uma possível contaminação chegou à equipe ambiental no último sábado (21), sem indicação direta de uma fonte responsável. Desde então, o município afirma que técnicos estão apurando a origem da alteração na sanga e investigando as possíveis causas. A administração municipal confirmou que houve mudança nas características da água, com sinais de possível contaminação, mas destacou que o processo de averiguação ainda não foi concluído.
A sanga está localizada na região de Santuário, área próxima a empreendimentos instalados no entorno, o que, segundo a prefeitura, inclui esses estabelecimentos no escopo da investigação. Até o momento, não há conclusão oficial sobre a responsabilidade pelo episódio.
Atuação da Fepam
A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) informou que está ciente de um vazamento registrado em uma estação de tratamento de esgoto própria de um empreendimento localizado em Restinga Sêca. O atendimento da ocorrência foi realizado na tarde de segunda-feira (23) pelo 2º Batalhão Ambiental da Brigada Militar.
No local, conforme a Fepam, foi constatado extravasamento em uma caixa de esgoto. A equipe do Batalhão Ambiental realizou levantamento fotográfico, conversou com moradores para avaliar a extensão do fato e registrou boletim de ocorrência com base no artigo 54 da Lei de Crimes Ambientais, que trata de poluição que possa resultar em danos à saúde humana ou mortandade de animais.
O empreendimento foi notificado a sanar o problema e teria informado que providenciaria o desentupimento da estrutura, com envio de caminhão de sucção para conter o extravasamento.
A Fepam acrescenta que acompanha o caso a partir das informações e registros repassados pelo Batalhão Ambiental e ressalta que, até o momento, não houve denúncia formal protocolada diretamente junto à Fundação.
Investigação em andamento
Até agora, não há laudo conclusivo que confirme a contaminação nem que estabeleça nexo direto entre o vazamento constatado e os impactos relatados por moradores ao longo do curso da sanga. Tanto a prefeitura quanto os órgãos ambientais seguem acompanhando a situação.
Moradores relatam preocupação com possíveis danos ambientais, como mortandade de peixes e prejuízos à atividade rural, mas os efeitos ainda dependem de apuração técnica. O caso permanece sob investigação.