Foto: Vinicius Becker (Diário)
A inauguração do viveiro da Corsan nesta sexta-feira (10), em Santa Maria, começou com as mãos na terra. O espaço de 200 metros quadrados, construído com um investimento de R$ 300 mil na sede da Diretoria da Região Central, no Bairro Patronato, integra o projeto Elo Verde. A iniciativa foi projetado para transformar resíduos do saneamento básico em ferramentas de preservação ambiental.
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Para a estreia, cerca de 40 alunos do primeiro ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Sérgio Lopes, da Vila Renascença, viraram jardineiros por um dia. Entre risos e olhares atentos, eles colocaram as sementes na terra e regaram as primeiras mudas.

Ao todo, a rede Elo Verde prevê cinco estruturas semelhantes pelo Rio Grande do Sul. A primeira foi aberta em Estância Velha, em 15 junho deste ano, e as próximas frentes contemplarão Alegrete, Passo Fundo e Rio Grande, somando um investimento de R$ 2,5 milhões e capacidade para 50 mil mudas anuais no Estado.
O diretor executivo da Corsan Regional Centro, Alexandre Barradas, 43 anos, detalhou o impacto dessa união entre infraestrutura e vida:
– Esse projeto é muito importante porque aqui vamos fazer a semeadura e o cultivo das mudas para depois elas serem direcionadas por doações para todo o estado. Nosso objetivo é fazer parte ativamente desses projetos de reflorestamento, replantio e reurbanização, trazendo novamente a vida para boa parte do Rio Grande do Sul.
Como funciona o projeto?

Na prática, o viveiro funciona como um modelo de economia circular aplicada ao saneamento. Em vez de desperdiçar resíduos, o projeto transforma subprodutos do esgoto tratado da cidade em fertilidade. Após o tratamento técnico dentro das normas legais, o lodo do esgoto vira adubo orgânico para nutrir a terra. Até a água que rega as plantas é reaproveitada das estruturas operacionais da Corsan.
Com foco nos biomas Pampa e Mata Atlântica, a meta é gerar 10 mil mudas em um ano. A primeira produção já tem destino: vai virar compensação ambiental em áreas degradadas de Vila Nova do Sul. Depois, as árvores vão proteger nascentes e margens de rios por toda a região.
– O projeto cria uma ligação direta com o nosso compromisso ambiental. Não se trata apenas de tratar o esgoto de Santa Maria, mas de usar a estrutura para devolver vegetação nativa ao Estado. Essas mudas vão recuperar matas ciliares, proteger nascentes e reurbanizar nossas cidades, cuidando da água desde a origem – destaca o Diretor.

“Quem se sente parte, cuida e preserva”
A estrutura do viveiro foi projetada para funcionar também como um espaço didático de educação ambiental. O local conta com placas informativas que explicam de forma simples os processos de plantio, compostagem e preservação dos recursos hídricos.
Ver os estudantes integrados à horta e ao plantio encheu de orgulho a diretora da EMEF Sérgio Lopes, Andréa Schorn, 54 anos:

– É fundamental que as crianças percebam o lugar onde vivem além dos muros da escola. Isso traz um sentimento de pertencimento: quem se sente parte, cuida e preserva. Elas precisam aprender a plantar e a entender o que vão deixar para as próximas gerações.
A intenção da Corsan é estender o projeto para a rede de ensino da região, permitindo que outras escolas visitem o viveiro.
A inauguração também foi acompanhada pela secretária adjunta de Meio Ambiente do município, Charlene Stephanel, e pelo presidente da Câmara de Vereadores, Sérgio Cechin, que celebraram o avanço de Santa Maria rumo à universalização do saneamento.

Serviço
- O que: Corsan inaugura Viveiro do Projeto Elo Verde em Santa Maria.
- Onde: Sede da Diretoria da Região Central da Corsan, em Santa Maria.
- Estrutura: Espaço de 200 m² voltado à produção de espécies nativas dos biomas Pampa e Mata Atlântica e atividades de educação ambiental.
- Meta: Produzir 10 mil mudas no primeiro ano.