Em 2022, com a retomada das atividades presenciais, como trabalho e aulas, além de eventos públicos e particulares, as rodovias da Região Central tiveram um aumento no fluxo de veículos. Em Santa Maria, de acordo com dados da Secretaria de Mobilidade Urbana, em média, quatro milhões de veículos transitaram pelas ruas da cidade mensalmente. Apesar do volume expressivo, casos de morte em decorrência de acidentes no trânsito tiveram uma redução em relação ao ano passado, quando 29 pessoas perderam a vida. Até metade de dezembro deste ano, a cidade registrou 26 mortes. A maioria em rodovias federais. O número representa que, a cada 13 dias, uma pessoa perde a vida no trânsito da cidade.
Para o secretário de Mobilidade Urbana do município, Orion Ponsi, a redução de mais de 10% dos índices do ano passado para esse representa os esforços empreendidos durante o ano para tornar o trânsito de Santa Maria mais seguro.
– Temos investido muito na educação para o trânsito. Sabemos que a fiscalização é fundamental, mas vimos que é necessário ir mais a fundo. Hoje, a cidade possui uma comissão de análise de dados para que o planejamento operacional possa ser realizado a partir de informações concretas sobre a realidade do trânsito em Santa Maria. A partir daí, temos as iniciativas de fiscalização e, também, educativas para conscientizar sobre o assunto – explica Ponsi.
Região Central
Na região, o cenário é similar. No entanto, apesar de uma pequena redução nos casos de mortos e feridos, o número de acidentes aumentou em 6%, conforme dados da Polícia Rodoviária Federal. Em quase 600 quilômetros de estradas que cruzam por Santa Maria e se estendem por municípios vizinhos, já foram registrados 365 acidentes (o equivalente a um por dia). Já em 2021, ocorreram 344 acidentes.
De acordo com chefe do Núcleo de Policiamento e Fiscalização da PRF em Santa Maria, Daniel Pozzobon, ainda que os números sejam expressivos, os dados referentes a mortes e ferimentos teve uma queda que deve ser considerada:
– Os anos de 2020 e 2021 foram atípicos em razão da pandemia. Então, o movimento nas rodovias foi menor. Ainda assim, no ano passado, neste mesmo período, tivemos um número expressivo de acidentes. Já esse ano, mesmo que o número seja um pouco maior, o movimento foi muito mais expressivo e exigiu mais ações efetivas da PRF.