Parcelamento dos salários

'O nível de estresse está muito elevado', afirma comandante regional da BM

Naiôn Curcino

O momento vivido pelos servidores públicos do Estado é de tensão e pressão. Na Brigada Militar, o parcelamento dos salários dos policiais e as mobilizações de familiares em frente aos portões dos quartéis estão atingido em cheio o psicológico dos policiais militares.

Em vídeo, policial de Santa Maria desabafa e admite que saída é fazer "bicos"

Além do fato de segunda-feira, quando um grupo de PMs não conteve as lágrimas, na semana passada, pelo menos 29 policiais apresentaram atestados médicos por abalo psicológico.

Menos policiais nas ruas de Santa Maria, mais sensação de insegurança

Para o comandante do Comando Regional de Polícia Ostensiva Central (CRPO Central), coronel Worney Mendonça, a situação é constrangedora e o nível de estresse dos policiais está bem acima do normal.

Lágrimas de PMs expõem uma situação inédita a todos nós

Worney afirma ainda que se houver ainda mais casos, com a redução de policiais saindo para as ruas, a criminalidade pode crescer.
Worney também falou que há diálogo com os policiais e ninguém é obrigado a sair.

VÍDEO: Manifestantes bloqueiam saída de PMs para policiamento do Desfile da Pátria em Santa Maria

Além disso, o comandante explicou a questão das cestas básicas que foram oferecidas as policiais militares e admitiu que a prática de "bicos", relatada por um policial para enfrentar o parcelamento dos salários, pode ser cada vez mais recorrente.

Veja os principais trechos da entrevista, concedida na tarde de segunda.

PSICOLÓGICO
“A situação que se passa hoje é constrangedora para os policiais, porque está se exigindo uma superação que vai além daquela que o policial está preparado para o dia a dia. O nível de estresse está muito elevado. Isso justifica o choro das policiais. O policial é preparado para outras situações e não para este tipo de situação que está ocorrendo agora, que estão afetando o seu dia a dia, o sustento da sua família”.

ATESTADOS
"Tivemos alguns que tiraram atestados, alguns já retornaram, outros estão entrando com atestados, isso é muito de cada um. Estamos em um nível de tolerância que nos é permito a lei. Aos comandantes, também temos o mesmo regulamento, que alcança do soldado ao coronel. Estamos tendo todo esse cuidado. É um momento crítico dentro da instituição".

PROTESTOS
“Os protestos estão ocorrendo no lugar errado. Não é adequado fechar a frente dos quartéis. Tivemos a frente dos nossos quartéis fechadas por agentes da Susepe, da Polícia Civil e do Cpers, estamos evitando qualquer tipo de ação com relação a essas categorias. Esses protestos deveriam ser feitos em outros ambientes e não nos quartéis, porque temos policiais que querem ir trabalhar e só não estão indo para não haver uma ação contra as esposas e familiares dos próprios colegas”.

DIÁLOGO
"O diálogo é tranquilo, não estamos forçand

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