Foto: João Alves (PMSM/Divulgação)
A prefeitura realizou, na manhã desta segunda-feira (23), a limpeza da parte frontal do prédio da antiga Escola Estadual de Ensino Fundamental João Link Sobrinho, no Bairro Itararé, em Santa Maria. O corte da vegetação atendeu a reclamações de moradores que vinham apontando o estado de abandono do imóvel, desativado desde o fim de 2023. A previsão da Secretaria Municipal de Educação é de que a limpeza da área dos fundos seja concluída nesta terça.
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O prédio está sem uso desde o encerramento das atividades da escola, em 2023. A unidade, que tinha 37 alunos matriculados, foi fechada durante o processo de reorganização da rede estadual de ensino. Desde então, o imóvel permanece inativo, aguardando a conclusão da cessão de uso do governo do Estado ao município. Até o momento, não há definição oficial sobre qual será a destinação do espaço.
Na semana passada, a reportagem esteve no local a pedido da comunidade e constatou que o terreno estava tomado por vegetação que, em alguns pontos, ultrapassava dois metros de altura. Também foram verificados sinais de invasão e furto total da fiação elétrica, além de arrombamento em janelas e danos internos. Parte da área frontal vinha sendo mantida por vizinhos, mas os fundos apresentavam mato alto e aspecto de abandono.
Moradores relataram preocupação com a deterioração da estrutura e cobraram uma solução para o aproveitamento do prédio. A principal demanda imediata era a limpeza do pátio, considerada essencial para reduzir riscos e melhorar o aspecto do local.
Relembre o caso
O fechamento da escola ocorreu em meio à reorganização promovida pela Secretaria Estadual de Educação. Conforme informou à época a 8ª Coordenadoria Regional de Educação, a unidade operava com capacidade ociosa, enquanto escolas próximas, como a Escola Walter Jobim, teriam condições de absorver alunos e professores.
Os sete docentes efetivos foram redistribuídos para outras instituições da rede estadual em Santa Maria. Desde o início das discussões, o Estado manifestou a intenção de repassar o imóvel ao município para que o espaço continuasse a prestar algum tipo de serviço à comunidade.
Em entrevista recente ao programa F5, da Rádio CDN (93,5 FM), o coordenador da 8ª CRE, José Luis Viera Eggres, afirmou que o processo de cessão de uso por 25 anos está em fase final de tramitação administrativa. Segundo ele, há a intenção da prefeitura de utilizar o espaço em um projeto de acolhimento na área da saúde voltado a profissionais da educação. No entanto, até o momento, não foi divulgada previsão oficial para o início das atividades no local.