Desenvolvimento

Indústria santa-mariense investirá R$ 27 milhões em nova sede no Distrito Industrial

Juliana Gelatti

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A espera de Sérgio Augusto Montipó pela confirmação de posse do terreno no Distrito Industrial durou 20 anos, mas chegou ao fim na quinta-feira. O diretor presidente da SR Engenharia assinou o contrato de compra de um lote de 47 mil m², onde construirá a nova sede da empresa.

O investimento será de R$ 27 milhões ao longo de cinco anos (veja detalhes abaixo) e marcará a unificação das duas unidades da SR, localizadas na região Sul da cidade. A mudança duplicará o espaço físico que a empresa tem hoje, possibilitando expansão nas atividades.

— Nós buscamos sempre a diversificação da nossa produção. Com isso, estamos crescendo de 20% a 30% nos últimos cinco anos e somos líderes de mercado no nosso segmento. O novo espaço nos possibilitará crescer ainda mais automatizando processos, aqui estamos apertados — explica Montipó, que tem a fabricação dos produtos na sede principal, no bairro Dom Antônio Reis, e a parte de pintura e expedição no bairro Tomazetti.

A empresa fabrica estruturas metálicas para pavilhões e outras obras, implanta linha de produção para indústrias de beneficiamento de arroz, fabrica elevadores hidráulicos, que economizam energia elétrica e se adaptam a espaços diferenciados, e atua também na construção civil.

Até o ano passado, a empresa também fornecia estruturas metálicas e serviços de soldagem para as obras do polo naval, em Rio Grande. No segmento do beneficiamento de grãos, a empresa já conta com 1 mil obras concluídas, parte delas em países como Bolívia, Equador, Argentina e Paraguai.

O empresário conta que o sonho de se instalar começou há 20 anos. Em 1995, a empresa assinou o contrato de compra de uma área no DI, que ainda era administrado pelo Estado. A compra foi parcelada, e a SR já tinha pagado algumas prestações, quando a Cedic, repartição que gerenciava os distritos industriais, foi extinta e os documentos foram perdidos:

— Agora, para não ter perigo, pagamos tudo à vista — diz Montipó.

Nesse sentido, a municipalização do local foi benéfica, opina o empresário, pois é possível conversar face a face com as pessoas envolvidas com o DI.

— Fez toda a diferença, podemos acompanhar o processo de perto, além de que ficou bem mais rápido — opina o empresário, que também confia na pressão da Associação Distrito Vivo para agilizar os investimentos em infraestrutura.

 

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