Foto: Rian Lacerda (Diário)
A tarde deste domingo (5) transformou a Praça Saldanha Marinho em um reduto de angústia, orações e apreensão para os santa-marienses. Centenas de pessoas se reuniram no centro de Santa Maria para acompanhar a partida decisiva entre Brasil e Noruega, em uma Fanfest organizada pela prefeitura.
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O movimento também foi intenso nos bares da cidade e em eventos privados, como no espaço Pelea, na Rua Duque de Caxias, que recebeu mais de 1.200 pessoas. O apito final, no entanto, confirmou a eliminação da seleção brasileira por 2 a 1, adiando o sonho do hexacampeonato.
O primeiro tempo foi marcado por um misto de sentimentos. A torcida foi aos gritos quando o árbitro, após consultar o árbitro de vídeo (VAR), marcou um pênalti a favor do Brasil que inicialmente não havia sido assinalado. A vibração do público, contudo, logo deu lugar à frustração com o erro na cobrança.
Durante toda a etapa inicial, a expectativa ditou o ritmo na praça. Quando a noite começou a cair no coração da cidade, trazendo temperaturas mais baixas, o público permaneceu no espaço para acompanhar os 45 minutos finais.
Lucas da Rosa, 37 anos, operador de máquinas, acompanhava a transmissão no local.
– É um evento muito legal, muito bem organizado pela prefeitura. O jogo está nervoso, mas acredito que no segundo tempo o Brasil vai se achar e vamos ganhar. É a primeira vez que venho olhar o jogo aqui e acredito que o Brasil está crescendo na competição. O povo não estava com muita fé, mas agora está acreditando. Pelo que eu estou comparando com o primeiro jogo, o Brasil deu a bola para o adversário, mas acredito que no segundo tempo vai encaixar um gol – avalia.
O clima no segundo tempo
Passadas as 18h, a entrada de Endrick em campo levantou quem estava sentado nas cadeiras. O jogador criou a primeira oportunidade de gol da etapa complementar, gerando vibração entre os torcedores, que utilizaram bandeirinhas e vuvuzelas para agitar a praça. Aos 21 minutos, o tom da torcida mudou para apreensão após uma investida quase bem-sucedida da Noruega. Momentos depois, a entrada de Neymar foi recebida com pulos e gritos pelo público.
Larissa Menezes, 23 anos, técnica de enfermagem, chegou ao evento às 16h30min, vinda do Bairro Nonoai.
– Quero ver se ele vai jogar. Fiquei feliz, mas não estou confiante. Acho que a probabilidade do Brasil levar o hexa é grande. Estou adorando o evento, foi uma iniciativa ótima da prefeitura e está tudo bem organizado – conta.
Silêncio e desclassificação
O cenário de animação mudou drasticamente aos 34 minutos. O silêncio tomou conta da Praça Saldanha Marinho quando o principal jogador norueguês, Haaland, marcou o primeiro gol da partida. Diante dos telões, os santa-marienses passaram a acompanhar os lances com olhares atentos e braços cruzados, em um ritmo diferente do início da tarde. Com o fim do tempo regulamentar se aproximando, e após o segundo gol da Noruega, de novo da estrela norueguesa, parte do público começou a recolher as cadeiras e deixar a praça já esvaziada, confirmando a desclassificação brasileira.
Uma última movimentação ocorreu nos acréscimos, aos 55 minutos, quando um novo pênalti foi marcado a favor da seleção. Devido à altura do campeonato e à eliminação iminente, a torcida pouco vibrou com a marcação. A penalidade foi convertida por Neymar, finalizando o placar em 2 a 1. Apesar da queda na Copa do Mundo, houve certa agitação no local com o gol final.
Djenifer Graf Breidenbach, 22 anos, Andressa Gonçalves Lemes, 20 anos, e Bianca Mossati Teixeira, 23 anos, estudantes de Engenharia Sanitária e Ambiental, acompanharam a trajetória da equipe juntas ao longo da competição.
– Desde o início a gente estava bem confiante de que o Brasil iria conseguir chegar nas finais, mas agora é torcer para daqui a quatro anos a gente conseguir o hexa. Todos os jogos a gente acompanhou praticamente juntas, então sempre dava para acreditar. A seleção realmente tem capacidade porque o Brasil já tem uma história muito longa e de muitos acertos. Então a gente acredita até o fim – relata Djenifer