
Chegou a hora: a Copa do Mundo de 2026 começa nesta quinta-feira (11). Depois das análises dos grupos A, B e C (confira aqui); D, E e F (confira aqui); e G, H e I (confira aqui), a série chega agora a mais três chaves do torneio.
Entre favoritos ao título, seleções em reconstrução, estreantes e candidatos a surpresa, os grupos J, K e L reúnem histórias marcadas por tradição, ambição e desafios distintos na busca por uma vaga no mata-mata do Mundial disputado em México, Estados Unidos e Canadá.
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GRUPO J

A Argentina chega aos Estados Unidos, México e Canadá com a responsabilidade de defender o título conquistado em 2022. A equipe de Lionel Scaloni teve um ciclo consistente, coroado pela conquista da Copa América de 2024 e pela liderança das Eliminatórias Sul-Americanas. A base campeã mundial foi mantida, com Lionel Messi ainda como principal referência técnica e emocional do elenco, mas há dúvidas importantes, especialmente nas laterais, setor que sofreu com lesões na reta final de preparação. Mesmo assim, os argentinos contam com experiência, entrosamento e talento suficientes para serem apontados como favoritos não apenas à liderança do Grupo J, mas também para uma campanha profunda no torneio. O sorteio foi considerado favorável, mas o grande desafio será lidar com a pressão histórica que acompanha toda seleção campeã na tentativa de defender sua coroa.
A Argélia retorna à Copa do Mundo após 12 anos e chega cercada por expectativas positivas. Sob o comando de Vladimir Petkovic, os argelinos construíram uma campanha sólida ao longo do ciclo, acumulando resultados expressivos e recuperando protagonismo no cenário africano. A seleção combina experiência e talento, com nomes conhecidos do futebol europeu, além da liderança técnica de Riyad Mahrez, que segue sendo a principal referência ofensiva da equipe. Embora a eliminação nas quartas de final da última Copa Africana de Nações tenha gerado questionamentos, os argelinos enxergam o Grupo J como uma oportunidade real de classificação. O confronto direto contra a Áustria pode ser decisivo na luta pela segunda vaga da chave.
A Áustria chega como uma das seleções mais interessantes desta Copa do Mundo. O trabalho de Ralf Rangnick consolidou uma identidade baseada em intensidade, pressão alta e organização coletiva. A campanha na Eurocopa já havia demonstrado a evolução austríaca, que agora conta com um elenco experiente e acostumado ao alto nível europeu. Jogadores como David Alaba, Marcel Sabitzer, Marko Arnautovic e, principalmente, Konrad Laimer simbolizam a força de um time que combina qualidade técnica e disciplina tática. Em um grupo que tem a Argentina como favorita, os austríacos acreditam que podem disputar até mesmo a liderança e aparecem como um adversário capaz de criar dificuldades para qualquer seleção.
A Jordânia é uma das estreantes da competição e vive o momento mais importante de sua história no futebol. Beneficiada pela ampliação do Mundial para 48 equipes, a seleção asiática conquistou a vaga após um ciclo marcado pela surpreendente campanha até a final da Copa da Ásia e por uma evolução coletiva significativa. Sob o comando de Jamal Sellami, os jordanianos apostam em uma proposta baseada na solidez defensiva, no comprometimento sem a bola e nos contra-ataques rápidos. O principal destaque é Musa Al-Taamari, atacante do Rennes da França e principal jogador da história recente do país. Embora apareça como azarão da chave, a Jordânia chega motivada e pode tornar a disputa pelas vagas mais equilibrada do que parece à primeira vista.
1ª Rodada
16 jun, 22h – Argentina x Argélia
17 jun, 1h – Áustria x Jordânia
2ª Rodada
22 jun, 14h – Argentina x Áustria
23 jun, 0h – Jordânia x Argélia
3ª Rodada – 27 jun
23h – Argélia x Áustria
23h – Jordânia x Argentina
GRUPO K

Portugal chega à Copa do Mundo vivendo um dos momentos mais promissores de sua história recente. Depois da frustração no Catar, a seleção passou por uma profunda transformação sob o comando de Roberto Martínez, que encontrou um modelo mais equilibrado e adaptável ao longo do ciclo. A conquista da Liga das Nações em 2025 reforçou a confiança de um elenco que mistura experiência e juventude. Cristiano Ronaldo segue como referência e principal goleador, mas o crescimento de jogadores como Vitinha, João Neves, Bruno Fernandes e Rúben Dias ampliou o leque de soluções da equipe. Com um elenco recheado de talento e uma estrutura coletiva consolidada, os portugueses chegam pela primeira vez como candidatos reais a disputar o título mundial.
A República Democrática do Congo é uma das histórias mais interessantes desta edição. Após mais de cinco décadas longe de uma Copa do Mundo, os Leopardos retornam embalados por uma campanha sólida no continente africano e por um trabalho consistente do técnico Sébastien Desabre. A equipe ganhou notoriedade ao alcançar as semifinais da Copa Africana de Nações e confirmou sua evolução ao superar uma difícil repescagem internacional. Sem grandes estrelas, mas com uma organização coletiva eficiente, a seleção aposta na força do grupo e na experiência de Yoane Wissa, atacante que atua em alto nível no futebol inglês. Em uma chave equilibrada, os congoleses podem brigar diretamente por uma vaga no mata-mata.
O Uzbequistão chega à primeira Copa do Mundo de sua história como símbolo de um projeto esportivo de longo prazo que finalmente deu resultado. Nos últimos anos, o país investiu fortemente na formação de atletas, infraestrutura e desenvolvimento do futebol, colhendo frutos com gerações competitivas nas categorias de base. A atual seleção reúne talentos que despontaram recentemente no cenário asiático e tem em Eldor Shomurodov sua principal liderança dentro de campo. Sob o comando de Fabio Cannavaro, os uzbeques chegam confiantes e enxergam o Grupo K como uma oportunidade concreta de alcançar uma classificação histórica para a fase eliminatória.
A Colômbia desembarca no Mundial cercada de expectativas após um ciclo sólido sob o comando de Néstor Lorenzo. A equipe encontrou equilíbrio entre experiência e renovação, mantendo James Rodríguez como cérebro da equipe e cercando o veterano de jogadores em grande fase, como Luis Díaz, Richard Ríos e Jhon Arias. O sistema de jogo consolidado, aliado ao talento individual de seus principais atletas, faz dos colombianos candidatos naturais à classificação. A disputa pela liderança contra Portugal promete ser um dos pontos altos da fase de grupos, enquanto a equipe sul-americana aposta no brilho de Luis Díaz para sonhar com uma campanha que vá além das oitavas de final.
1ª Rodada – 17 jun
14h – Portugal x RD Congo
23h – Uzbequistão x Colômbia
2ª Rodada – 23 jun
14h – Portugal x Uzbequistão
23h – Colômbia x RD Congo
3ª Rodada – 27 jun
20h30min – Colômbia x Portugal
20h30min – RD Congo x Uzbequistão
GRUPO L

A Inglaterra inicia uma nova era sob o comando de Thomas Tuchel. Pela primeira vez em uma Copa do Mundo, os ingleses serão comandados por um treinador alemão, responsável por promover mudanças significativas no elenco e no modelo de jogo. Algumas ausências importantes geraram debate entre torcedores e especialistas, mas a seleção continua reunindo um dos grupos mais talentosos do torneio. Harry Kane permanece como principal referência ofensiva, acompanhado por nomes como Jude Bellingham e Declan Rice. Vice-campeã das duas últimas Eurocopas, a Inglaterra chega novamente entre as favoritas ao título e acredita que a mudança de comando pode ser o elemento que faltava para transformar boas campanhas em conquistas.
A Croácia entra em mais uma Copa do Mundo tentando provar que seu sucesso recente não foi obra do acaso. Finalista em 2018 e terceira colocada em 2022, a seleção balcãnica vive a reta final de uma geração histórica liderada por Luka Modric. Aos 40 anos, o meio-campista segue sendo a principal referência técnica da equipe, agora acompanhado por jovens promessas que começam a assumir protagonismo. O técnico Zlatko Dalic busca equilibrar experiência e renovação em um time que continua extremamente competitivo. Embora não apareça entre os favoritos ao título, a Croácia já demonstrou diversas vezes sua capacidade de crescer em grandes torneios e não pode ser subestimada.
Gana chega ao Mundial após um ciclo turbulento, marcado por mudanças frequentes de treinador e resultados irregulares. A contratação de Carlos Queiroz às vésperas da competição simboliza a tentativa de encontrar estabilidade em um momento delicado. O técnico português aposta em uma estrutura defensiva sólida para compensar a ausência de algumas de suas principais peças. O grande destaque da equipe é Antoine Semenyo, atacante que vive grande fase no futebol inglês e deve ser a principal arma dos ganeses nos contra-ataques. Em uma chave com Inglaterra e Croácia, a seleção africana aparece como azarão, mas espera surpreender através da organização tática.
O Panamá retorna à Copa do Mundo oito anos após sua estreia na Rússia e chega determinado a escrever um capítulo mais competitivo de sua história. Depois de conquistar seus primeiros gols em Mundiais em 2018, os panamenhos agora sonham com os primeiros pontos. A equipe manteve sua evolução no cenário da Concacaf e consolidou-se como uma das principais forças da América Central. O sistema com três zagueiros e a experiência de jogadores como Michael Murillo formam a base de uma seleção organizada e disciplinada. Embora a classificação apareça como um desafio considerável, o Panamá acredita que pode competir de igual para igual contra os adversários e tornar a disputa do Grupo L mais equilibrada do que sugere o favoritismo inicial de ingleses e croatas.
1ª Rodada – 17 jun
17h – Inglaterra x Croácia
20h – Gana x Panamá
2ª Rodada - 23 jun
17h – Inglaterra x Gana
20h – Panamá x Croácia
3ª Rodada – 27 jun
18h – Croácia x Gana
18h – Panamá x Inglaterra
Análises dos grupos da Copa
+ Confira a análise dos grupos A, B e C
+ Confira a análise dos grupos D, E e F
+ Confira a análise dos grupos G, H e I