Copa do Mundo: Brasil e Marrocos dividem protagonismo, enquanto equilíbrio marca grupos A e B

A contagem regressiva para a Copa do Mundo de 2026 entra na reta final e os grupos começam a desenhar cenários bastante distintos. Enquanto algumas chaves apresentam favoritos claros, outras prometem disputas equilibradas até a última rodada. 

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Nos grupos A, B e C, seleções tradicionais, anfitriãs e equipes em ascensão chegam com objetivos diferentes, mas com a mesma ambição de avançar ao mata-mata. Confira a análise dos três primeiros grupos.


GRUPO A

México de Raul Jimenez busca repetir as campanhas históricas de 1970 e 86, quando também sediou o torneioFoto: FMF (Divulgação)

O Grupo A tem o México como principal candidato à liderança. Jogando em casa e impulsionada pelo apoio da torcida, a seleção comandada por Javier Aguirre aposta em organização tática, intensidade sem a bola e transições rápidas para compensar limitações técnicas em relação às grandes potências. O experiente Raúl Jiménez segue como principal referência ofensiva, enquanto o volante Érik Lira representa o equilíbrio do meio-campo. Apesar do favoritismo na chave, os mexicanos chegam cercados pela pressão de fazer uma campanha convincente diante de seu torcedor.

A disputa pela segunda vaga aparece aberta. A Coreia do Sul viveu um ciclo turbulento, marcado por trocas de comando e questionamentos sobre o modelo de jogo. Ainda assim, a equipe conta com a experiência de Son Heung-min, principal nome da geração sul-coreana, e aposta na consistência do meio-campo para compensar as dificuldades coletivas. A expectativa é de uma seleção competitiva, mas que ainda busca estabilidade para enfrentar adversários de maior nível.

A África do Sul retorna ao Mundial após 16 anos apoiada na base do Mamelodi Sundowns e no trabalho do técnico Hugo Broos. Com um estilo que alterna posse de bola e ataques rápidos, os Bafana Bafana depositam suas esperanças no meia Teboho Mokoena e no jovem atacante Relebohile Mofokeng. Em um grupo equilibrado, a seleção sul-africana chega sem a pressão dos favoritos, mas com condições reais de lutar pela classificação.

A República Tcheca completa a chave apostando em uma receita conhecida: força física, jogo aéreo e competitividade. Sob o comando de Miroslav Koubek, os tchecos recuperaram confiança após uma campanha instável nas Eliminatórias e chegam embalados pela classificação conquistada nos playoffs. O centroavante Patrik Schick é a principal estrela da equipe, enquanto Pavel Sulc surge como um dos jogadores mais promissores do elenco. A expectativa é de uma seleção capaz de complicar qualquer adversário do grupo.


Quinta-feira (11)
16h – México x África do Sul
23h – Coreia do Sul x Rep. Tcheca

18 de junho
13h – Rep. Tcheca x África do Sul
22h – México x Coreia do Sul

24 de junho
22h – Rep. Tcheca x México
22h – África do Sul x Coreia do Sul


GRUPO B

Canadá tem Alphonso Davies como uma de suas armas para avançar à fase eliminatória pela primeira vezFoto: Canada Soccer (Divulgação)

Considerado por muitos o grupo mais equilibrado da competição, o Grupo B reúne quatro seleções que enxergam a classificação como objetivo plenamente possível. Anfitrião do Mundial ao lado de Estados Unidos e México, o Canadá tenta transformar o fator casa em vantagem, embora chegue cercado de dúvidas. O técnico Jesse Marsch ainda busca soluções para os problemas ofensivos da equipe, que depende muito da recuperação física de Alphonso Davies e da capacidade de decisão do atacante Jonathan David.

O Catar disputa sua segunda Copa consecutiva após um ciclo marcado por mudanças de treinadores e dificuldades para consolidar uma identidade de jogo. Agora sob o comando de Julen Lopetegui, a seleção tenta equilibrar renovação e experiência. O principal nome continua sendo Akram Afif, jogador mais talentoso do elenco e responsável por liderar o setor ofensivo. Apesar da evolução recente no futebol asiático, os cataris ainda buscam afirmação em nível mundial.

A Bósnia e Herzegovina chega embalada por uma surpreendente campanha nas Eliminatórias. Sob o comando de Sergej Barbarez, a equipe passou por um processo de renovação que trouxe competitividade e força física. Mesmo aos 40 anos, Edin Dzeko segue como principal liderança técnica e emocional da seleção, que sonha em alcançar pela primeira vez uma fase eliminatória de Copa do Mundo.

A Suíça, por sua vez, aparece como uma das equipes mais sólidas da chave. Presença constante em Mundiais nas últimas décadas, a seleção comandada por Murat Yakin conseguiu se reinventar após a aposentadoria de nomes históricos e chega embalada por uma campanha invicta nas Eliminatórias. O experiente Granit Xhaka continua sendo o cérebro da equipe, que busca superar a marca das quartas de final e consolidar sua condição de força intermediária do futebol europeu.


Sexta-feira (12)
16h – Canadá x Bósnia e Herzegovina

Sábado (13)
16h – Catar x Suíça

18 de junho
16h – Suíça x Bósnia e Herzegovina
19h – Canadá x Catar

24 de junho
16h – Bósnia e Herzegovina x Catar
16h – Suíça x Canadá


GRUPO C

Adversário do Brasil na estreia, Marrocos de Hakimi sonha em superar a campanha de 2022Foto: Équipe du Maroc (Divulgação)

O Grupo C reúne dois claros favoritos e duas seleções que tentam surpreender. O Brasil inicia a caminhada cercado de expectativa pelo trabalho de Carlo Ancelotti. Apesar das dificuldades enfrentadas ao longo do ciclo, especialmente por conta de lesões importantes, a Seleção conta com uma geração talentosa liderada por Vinícius Júnior e ainda aguarda a recuperação completa de Neymar. A equipe chega como favorita à liderança da chave, mas com questionamentos sobre o modelo de jogo e o nível de entrosamento do elenco.

Principal surpresa da Copa de 2022, Marrocos desembarca na América do Norte disposto a provar que a campanha histórica no Catar não foi acaso. A troca de comando técnico às vésperas do torneio gerou incertezas, mas o elenco segue recheado de jogadores de alto nível. Capitão e principal estrela da equipe, Achraf Hakimi lidera uma geração que combina talento, intensidade e experiência internacional. Os marroquinos aparecem como fortes candidatos à segunda vaga do grupo.

O Haiti retorna ao Mundial após 52 anos e chega como uma das histórias mais marcantes da competição. Em meio às dificuldades políticas enfrentadas pelo país, a seleção conseguiu construir uma campanha histórica nas Eliminatórias da Concacaf. O atacante Duckens Nazon segue como principal referência técnica de uma equipe que aposta na velocidade e na pressão alta para tentar surpreender adversários teoricamente superiores.

A Escócia completa o grupo com uma geração considerada uma das melhores de sua história recente. Liderada por Andy Robertson e Scott McTominay, a seleção britânica combina intensidade física, organização e qualidade técnica. O objetivo é conquistar pela primeira vez uma classificação para a fase eliminatória de uma Copa do Mundo. Em uma chave com Brasil e Marrocos, os escoceses aparecem como candidatos a disputar ponto a ponto a vaga restante para o mata-mata.


Sábado (13)
19h – Brasil x Marrocos
22h – Haiti x Escócia

19 de junho
19h – Escócia x Marrocos
21h30min – Brasil x Haiti

24 de junho
19h – Marrocos x Haiti
19h – Escócia x Brasil

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