Foto: SEFutbol e Equipe de France (Divulgação)

A Copa do Mundo de 2026 terminou com o bicampeonato mundial da Espanha no domingo (19), mas também deixou marcas individuais importantes e abriu um novo ciclo no futebol internacional.
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Do protagonismo de Kylian Mbappé ao prêmio de melhor jogador para Rodri, o torneio disputado nos Estados Unidos, no Canadá e no México apontou quem brilhou no presente e quem deve comandar os próximos anos do esporte.
Recordes franceses
Mesmo sem conquistar o título, Kylian Mbappé deixou a Copa como um dos principais nomes da competição. O atacante marcou duas vezes na derrota francesa para a Inglaterra, por 6 a 4 , na disputa do terceiro lugar, e terminou o Mundial com dez gols, garantindo a Chuteira de Ouro.
Com isso, Mbappé tornou-se o primeiro jogador a ser artilheiro de duas edições da Copa do Mundo. Em 2022, no Catar, ele já havia encerrado o torneio com oito gols.
Os dois gols diante dos ingleses também colocaram o camisa 10 do Real Madrid no topo da artilharia histórica dos Mundiais. Agora, Mbappé soma 22 gols em Copas, ultrapassando Lionel Messi, que encerrou a competição com 21.
Messi, por sua vez, terminou a competição com oito gols e quatro assistências, participando diretamente de 12 dos 19 gols argentinos. Aos 39 anos, o craque pode ter disputado sua última Copa do Mundo.
Outro francês que entrou para a história foi Michael Olise. Apesar da derrota para a Inglaterra, o atacante deu duas assistências para Mbappé na decisão do terceiro lugar e chegou a sete passes para gol na competição.
Com a marca, Olise superou o recorde estabelecido por Pelé na Copa de 1970, quando o brasileiro distribuiu seis assistências na campanha do tricampeonato mundial.
Rodri leva a Bola de Ouro
Campeã mundial pela segunda vez, a Espanha teve em Rodri o grande símbolo de sua campanha. O volante do Manchester City foi eleito o melhor jogador da Copa do Mundo e tornou-se o primeiro espanhol a receber a Bola de Ouro do torneio.
Mesmo sem marcar gols ou distribuir assistências, Rodri foi titular em todas as partidas da equipe de Luis de la Fuente e comandou o meio-campo espanhol ao longo da campanha.
O prêmio se soma à Bola de Ouro conquistada pelo jogador em 2024.
Os vencedores da Bola de Ouro da Copa
- 2026— Rodri (Espanha)
- 2022 — Lionel Messi (Argentina)
- 2018 — Luka Modric (Croácia)
- 2014 — Lionel Messi (Argentina)
- 2010 — Diego Forlán (Uruguai)
- 2006 — Zinedine Zidane (França)
- 2002 — Oliver Kahn (Alemanha)
- 1998 — Ronaldo (Brasil)
- 1994 — Romário (Brasil)
- 1990 — Salvatore Schillaci (Itália)
- 1986 — Diego Maradona (Argentina)
- 1982 — Paolo Rossi (Itália)
Cubarsí simboliza a renovação espanhola
A revelação da Copa foi Pau Cubarsí. O zagueiro do Barcelona começou a competição no banco de reservas, mas assumiu a titularidade durante o mata-mata e não deixou mais a equipe.
Aos 19 anos, o defensor foi eleito o melhor jogador jovem do Mundial após se destacar pela segurança defensiva e pela qualidade na saída de bola.
Vencedores do prêmio de melhor jovem
- 2026 — Pau Cubarsí (Espanha)
- 2022 — Enzo Fernández (Argentina)
- 2018 — Kylian Mbappé (França)
- 2014 — Paul Pogba (França)
- 2010 — Thomas Müller (Alemanha)
- 2006 — Lukas Podolski (Alemanha)
Unai Simón fecha campanha histórica
A Espanha também dominou a premiação para goleiros. Unai Simón recebeu a Luva de Ouro após sofrer apenas um gol durante toda a campanha.
O goleiro do Athletic Bilbao tornou-se o segundo espanhol a conquistar o prêmio, repetindo o feito de Iker Casillas em 2010.
Durante a Copa, Simón estabeleceu ainda um recorde histórico: ultrapassou os 600 minutos sem sofrer gols em Mundiais, somando as edições de 2022 e 2026, superando a marca do italiano Walter Zenga, que havia permanecido 517 minutos invicto na Copa de 1990.
Vencedores da Luva de Ouro
- 2026 — Unai Simón (Espanha)
- 2022 — Emiliano Martínez (Argentina)
- 2018 — Thibaut Courtois (Bélgica)
- 2014 — Manuel Neuer (Alemanha)
- 2010 — Iker Casillas (Espanha)
- 2006 — Gianluigi Buffon (Itália)
- 2002 — Oliver Kahn (Alemanha)
- 1998 — Fabien Barthez (França)
- 1994 — Michel Preud'homme (Bélgica)
Brasil receberá a Copa do Mundo Feminina em 2027
Encerrado o Mundial masculino, o próximo grande evento do futebol internacional acontecerá no Brasil. A Copa do Mundo Feminina de 2027 será disputada entre 24 de junho e 25 de julho do próximo ano e marcará a primeira edição do torneio feminino realizada na América do Sul.
A disputa contará com 32 seleções e 64 partidas. As cidades-sede serão:
- Rio de Janeiro
- São Paulo
- Belo Horizonte
- PortoAlegre
- Brasília
- Recife
- Salvador
- Fortaleza
O sorteio dos grupos está previsto para ocorrer entre o fim de julho e o início de agosto deste ano.
Copa de 2030 terá seis países-sede
O próximo Mundial masculino será histórico. A Copa de 2030 celebrará o centenário da competição e será disputada em seis países de três continentes.
A maior parte dos jogos ocorrerá em Espanha, Portugal e Marrocos. No entanto, para marcar os 100 anos da primeira Copa, as partidas inaugurais serão disputadas no Uruguai, na Argentina e no Paraguai.
A Conmebol defende uma ampliação excepcional para 64 seleções na edição de 2030, o que permitiria aumentar o número de jogos na América do Sul. Até o momento, a proposta ainda não reúne apoio suficiente entre as demais confederações, embora a Fifa tenha confirmado que analisará o projeto.