
Falta apenas um dia para a bola rolar na Copa do Mundo de 2026. Depois de apresentar aos leitores as análises dos grupos A, B e C, além de D, E e F ao longo dos últimos dias, chegou a vez de conhecer mais três chaves que prometem atrair atenções por diferentes motivos.
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Enquanto Espanha e França aparecem entre as principais candidatas ao título, Bélgica e Uruguai tentam reencontrar o melhor futebol de gerações que já inspiraram mais confiança. Já seleções como Cabo Verde, Iraque e Noruega sonham em surpreender no maior palco do futebol mundial. Confira o que esperar dos grupos G, H e I:
GRUPO G

A Bélgica chega ao Mundial ainda tentando administrar o fim de sua chamada geração de ouro. Depois de um ciclo marcado por turbulências internas, troca de treinador e atritos entre lideranças do elenco, os belgas conseguiram estabilidade sob o comando de Rudi García e confirmaram a classificação com tranquilidade. Mesmo assim, a equipe já não transmite a mesma confiança de anos atrás. Kevin De Bruyne e Romelu Lukaku seguem como referências técnicas, mas convivem com problemas físicos, enquanto a renovação ainda não atingiu todo o potencial esperado. Jeremy Doku simboliza essa nova fase e surge como principal esperança de protagonismo. Em um grupo acessível, a expectativa é avançar ao mata-mata, embora a seleção não apareça entre as candidatas ao título.
O Egito desembarca na América do Norte apoiado em uma campanha sólida nas Eliminatórias Africanas e na liderança de Mohamed Salah. Depois de uma Copa Africana decepcionante, a seleção mostrou sinais de evolução ao abandonar o esquema excessivamente defensivo e apresentar um futebol mais agressivo nos amistosos recentes. A classificação ao mata-mata parece um objetivo plenamente alcançável, especialmente se Salah repetir o protagonismo que o transformou em um dos maiores jogadores da história do país.
O Irã chega para mais uma Copa sustentado pela organização defensiva que marcou suas últimas campanhas. Sob o comando de Amir Ghalenoei, a seleção mantém uma estrutura sólida, embora parte da torcida cobre uma postura mais ofensiva. A equipe ainda depende de veteranos experientes e terá em Mehdi Taremi sua principal referência técnica. Além das questões esportivas, os iranianos convivem com dificuldades logísticas e o impacto do cenário político no Oriente Médio. Mesmo assim, a meta segue sendo histórica: conquistar pela primeira vez uma classificação ao mata-mata de uma Copa do Mundo.
A Nova Zelândia retorna ao Mundial após 16 anos de ausência e aposta em uma geração que mistura juventude e experiência. A campanha invicta nas Eliminatórias da Oceania garantiu a vaga direta, mas os amistosos recentes mostraram dificuldades diante de adversários mais qualificados. O técnico Darren Bazeley procura implantar um modelo baseado na posse de bola, enquanto o experiente Chris Wood continua sendo a principal esperança ofensiva. Em uma chave equilibrada, os neozelandeses aparecem como azarões, mas sonham em quebrar o histórico de eliminações ainda na fase de grupos.
1ª Rodada - Segunda-feira (15)
16h – Bélgica x Egito
22h – Irã x Nova Zelândia
2ª Rodada - 21 jun
16h – Bélgica x Irã
22h – Nova Zelândia x Egito
3ª Rodada – 27 jun
0h – Egito x Irã
0h – Nova Zelândia x Bélgica
GRUPO H

A Espanha chega à Copa do Mundo como uma das grandes favoritas ao título. Sob o comando de Luis de la Fuente, a seleção encontrou equilíbrio entre a tradicional posse de bola e um estilo mais vertical e agressivo. Rodri segue como peça central no meio-campo, enquanto Lamine Yamal, Nico Williams e Pedri representam a renovação de uma equipe repleta de talento. A principal dúvida está na condição física de alguns jogadores importantes, mas o elenco espanhol é considerado um dos mais completos da competição. Qualquer resultado abaixo das semifinais tende a ser visto como decepção.
Cabo Verde escreverá um capítulo histórico ao disputar sua primeira Copa do Mundo. A classificação inédita foi construída com organização tática, eficiência defensiva e uma campanha marcante nas Eliminatórias Africanas. Os Tubarões Azuis costumam atuar em bloco baixo e explorar transições rápidas, estratégia que pode incomodar adversários mais tradicionais. Liderados pelo experiente Ryan Mendes, maior símbolo da seleção, os cabo-verdianos sabem que avançar ao mata-mata seria um feito extraordinário, mas chegam sem pressão e com a confiança de quem já superou expectativas.
A Arábia Saudita vive um ciclo marcado pela instabilidade. Após as passagens de Roberto Mancini e Hervé Renard, a seleção chegou à Copa sob o comando de Georgios Donis, que teve pouco tempo para implementar seu trabalho. Apesar das mudanças constantes, os sauditas contam com uma geração mais experiente graças ao crescimento da Saudi Pro League nos últimos anos. Salem Al-Dawsari segue como principal referência técnica e liderança do grupo. Em um cenário cercado de dúvidas, a expectativa é disputar diretamente com Cabo Verde a condição de surpresa da chave.
O Uruguai chega à competição em um momento de incerteza. Marcelo Bielsa permanece no comando, mas os resultados recentes ficaram muito abaixo do esperado depois de um início promissor de ciclo. Problemas de relacionamento interno e uma sequência irregular colocaram pressão sobre a Celeste, que ainda convive com dúvidas físicas envolvendo peças importantes do elenco. Apesar disso, a qualidade individual continua sendo um diferencial, especialmente com nomes como Fede Valverde, Darwin Núñez e Arrascaeta. A classificação parece provável, mas o caminho no mata-mata pode ser curto caso a equipe não recupere seu melhor futebol.
1ª Rodada – Segunda-feira (15)
13h – Espanha x Cabo Verde
19h – Arábia Saudita x Uruguai
2ª Rodada – 21 jun
13h – Espanha x Arábia Saudita
19h – Uruguai x Cabo Verde
3ª Rodada – 26 jun
21h – Cabo Verde x Arábia Saudita
21h – Uruguai x Espanha
GRUPO I

A França chega à Copa do Mundo cercada por expectativas de título. Vice-campeã em 2022, a equipe de Didier Deschamps reúne talvez o elenco mais talentoso da competição, especialmente do meio para frente. Kylian Mbappé segue como principal estrela, mas agora conta com o apoio de jogadores que cresceram muito nos últimos anos, como Michael Olise, Désiré Doué, Rayan Cherki e Ousmane Dembélé. Mesmo mantendo sua tradicional solidez defensiva, os franceses demonstraram evolução ofensiva durante a preparação. Em tese, qualquer eliminação antes das semifinais seria considerada uma enorme surpresa.
Senegal chega credenciado como uma das principais forças africanas do torneio. Classificada de forma invicta, a seleção comandada por Pape Thiaw mistura experiência e competitividade, sustentada por uma base consolidada ao longo dos últimos anos. A equipe sonha em repetir ou até superar a histórica campanha de 2002, quando alcançou as quartas de final. Sadio Mané continua sendo o grande símbolo da geração, liderando um grupo que acredita ter condições de competir de igual para igual com seleções tradicionais.
O Iraque retorna à Copa do Mundo carregando uma das histórias mais marcantes do torneio. Em meio às dificuldades provocadas por décadas de conflitos e instabilidade política, a seleção encontrou forças para construir uma classificação histórica na repescagem, após 40 anos de ausência. Sob o comando de Graham Arnold, os iraquianos apostaram na disciplina tática e na força coletiva para superar obstáculos dentro e fora de campo. O centroavante Aymen Hussein é a principal referência ofensiva de uma equipe que encara a participação no Mundial como mais um capítulo de superação nacional.
A Noruega aparece como uma das candidatas a surpresa da Copa. Depois de anos acumulando frustrações, a geração liderada por Erling Haaland e Martin Odegaard finalmente conseguiu transformar potencial em resultados, dominando as Eliminatórias Europeias e deixando a Itália para trás. Além da dupla de estrelas, os noruegueses contam com nomes importantes como Alexander Sørloth, Oscar Bobb e Antonio Nusa. O objetivo inicial é avançar de fase, mas o talento disponível faz com que muitos enxerguem a seleção escandinava como capaz de incomodar até adversários tradicionalmente favoritos.
1ª Rodada – Terça-feira (16)
16h – França x Senegal
19h – Iraque x Noruega
2ª Rodada - 22 jun
18h – França x Iraque
21h – Noruega x Senegal
3ª Rodada – 26 jun
16h – Noruega x França
16h – Senegal x Iraque
Copa do Mundo
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