Foto: Vinicius Becker (Diário)
A promoção do juiz Ulysses Fonseca Louzada ao cargo de desembargador é o reconhecimento de um trabalho marcado pela dedicação e pela valorização da magistratura. Legalista e humanista, defendeu sempre o irrestrito cumprimento da lei, com a devida punição aos infratores, mas com a oportunidade de recuperação aos apenados.
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Duas mulheres
Para chegar onde chegou, teve o apoio decisivo de duas mulheres: dona Estrela, sua mãe, e Stela, sua esposa. Sua mãe, professora estadual, foi responsável por sua inscrição ao concurso para juiz, sem que ele próprio soubesse. E depois queria vê-lo desembargador. Há três anos, desde que faleceu, Estela passou a ser sua principal incentivadora.
O que não conseguiu fazer
Entre tantos projetos realizados, dois não conseguiu concretizar. Um deles é a construção de um presídio feminino, não adaptado, mas feito levando em conta as características físicas e necessidades particulares das mulheres. Outro é a sede para a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC), metodologia de valorização humana e ressocialização de apenados, que funciona como alternativa ao sistema prisional tradicional. Conseguiu verbas e local, mas esbarrou em obstáculos que não conseguiu transpor.
Embaixador
Como juiz, e cidadão santa-mariense, sempre se dedicou a apontar problemas e a buscar soluções para carências da cidade, principalmente nas áreas da saúde, educação e segurança. Como desembargador, disse que será um embaixador de Santa Maria, abrindo os caminhos que puder.