Outro dia, num desses momentos de reflexão, ouvindo mantras e o murmúrio da água correndo na fonte, me veio uma indagação: qual a relação entre o amor e o perdão? O amor é um sentimento que a gente reconhece quando sente, mas que não se limita a uma única definição. Ainda assim, dá para entender por diferentes ângulos: Filósofos como Platão viam o amor como uma busca pelo belo e pelo bem, que começa no físico, mas pode evoluir para algo mais profundo e espiritual.
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Na psicologia, o amor costuma ser entendido como uma combinação de fatores, que vão desde a intimidade (conexão emocional), paixão (atração física e desejo) e vontade de estar junto. Do ponto de vista biológico, envolve o corpo e provoca a liberação de substâncias químicas como dopamina, ocitocina e serotonina, responsáveis pelo prazer, apego e bem-estar, conhecidas também como hormônios da felicidade.
No dia a dia o amor pode significar carinho, amizade profunda, paixão, cuidado e empatia pelo outro. Numa dimensão espiritual, o amor chega ao ápice, alcançando contornos divinos quando se torna pleno, irrestrito e incondicional. É quando se ama da mesma forma os iguais e os diferentes, os amigos e os inimigos.
Perdoar, por outro lado, não é apenas reatar laços ou reconciliar. Perdoar é a mudança do sentimento em relação a quem nos feriu. Não se trata de esquecer, mas de decidir não carregar a dor, a mágoa, o ressentimento. Quando entendermos isso, seguiremos em paz.
É importante lembrar que muitas vezes, antes do perdão ao outro, é necessário praticarmos o auto perdão. Como tudo, o perdão precisa ser de dentro para fora. Basta isso para percebermos que o que nos causava tanto sofrimento, já não existe mais.
Amar é como deixar fluir a água do rio em seu curso natural, até desaguar no mar. Perdoar é como ir vencendo as tronqueiras e limpando a água barrenta que fica depositada no fundo do leito.
Amar e perdoar são exercícios indispensáveis ao nosso permanente aprendizado. Agora e depois.
Casas abandonadas
Impressionante o número de casas abandonadas em Santa Maria. Como acabam sendo ocupadas de forma indevida, geram insegurança e preocupação para a vizinhança. Prédios pequenos e de grande porte tem sido depredados ou consumidos por incêndios muitas vezes criminosos.
Senado aprova regras para desmembramento de municípios
O Plenário do Senado aprovou um projeto que estabelece normas nacionais em caso de desmembramento de parte de um município. A informação chegou a criar expectativas em comunidades que pensam em se desligar do município-mãe e se tornar cidades autônomas, mas as regras são bem restritivas.
- O projeto não permite, em nenhuma hipótese, a criação de novos municípios, mas incorporação a outro já existente;
- Qualquer processo só poderá ocorrer mediante iniciativa das assembleias legislativas estaduais;
- Estudo prévio de viabilidade;
- Aprovação mediante plebiscito pelos eleitores dos dois (ou mais) municípios envolvidos;
- As regras não se aplicam a conflitos interestaduais, ou seja, entre municípios na divisa de Estados diferentes;
De acordo com o projeto, o processo de desmembramento não impede ações de atualização de limites intermunicipais que estejam sendo conduzidas pelos governos estaduais. Como o desmembramento afeta o cálculo do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e outras transferências constitucionais e legais, a distribuição desses valores ocorrerá após o término do exercício financeiro seguinte ao da aprovação da lei estadual.
Essa lei será responsável por fixar os novos limites intermunicipais. A disputa de área entre São João do Polêsine e Restinga Sêca poderá ser afetada? Como a matéria é muito recente, ainda não houve nenhuma manifestação.
A vida continua, nesta e em outras dimensões!