Foto: Vinicius Becker (Diário)
Toda cidade enfrenta pequenos, grandes e até mesmo gigantescos desafios. Santa Maria não é diferente, e até com uma característica especial, pelo fato de ser um centro geográfico e um importante polo regional. De grande entroncamento ferroviário passou a ser a metrópole do ensino, do conhecimento e da cultura. Os tempos mudam, seja por fatores endógenos ou por influências que vem de fora. Para entrar na rota dos grandes investimentos, é preciso avançar na construção de um grande aeroporto. O futuro do desenvolvimento está no ar.
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O compartilhamento do sítio aeroportuário
Segundo o Secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação de Santa Maria, Ronie Gabbi, estamos diante de uma pauta tão simples quanto complexa. Simples porque já possuímos um aeroporto, o que poucos municípios têm. Complexa porque é um sítio aeroportuário compartilhado, uma parte civil e outra, militar. A pista é grande em extensão, mas com um piso que não suporta operações muito frequentes de aeronaves turbojato. Por isso, tem sido usadas aeronaves turboélice, as Atrs (Aeronaves de Transporte Regional), com capacidade para um número menor de passageiros.
Municípios unidos
Um grupo de trabalho formado por nove municípios da AMCentro, sob a liderança do prefeito Rodrigo Decimo, vem buscando soluções para o assunto. Na investida mais recente, em Brasília, ficou acertado que uma equipe técnica do Comando da Aeronáutica e outra da Secretária da Aviação Civil (SAC), por determinação do Ministro de Portos e Aeroportos, iriam estudar alternativas para resolver o problema de Santa Maria.
Custos conhecidos, futuro desconhecido
O custo estimado para construir uma pista com capacidade para receber aeronaves de grande porte é de R$ 150 milhões. Ronie Gabbi informou que a SAC já dispõe desses recursos, a questão é que o valor fica muito próximo do que seria necessário para a construção de uma pista nova, e é isso que está sendo analisado no momento. O primeiro relatório deve ser concluído até o final de março.
Plantão em Brasília
O secretário comentou que para tentar fazer fluir este processo seria necessário estar permanentemente em Brasília, e isto também demanda custos adicionais aos municípios. Mesmo assim, é algo que não deve ser descartado, levando-se em conta a relação custo benefício.
Por falar em grandes investimentos
Ainda não foi definido o local para construção do novo complexo do Sesc, em Santa Maria. A área preferida continua sendo a do antigo posto de combustíveis que funcionou na Vila Belga, Rua Ernesto Beck, quase esquina com a Avenida Rio Branco. A espera, como já foi dito, é pela necessidade de descontaminação de um ponto que era usado para abastecimento de veículos. Mesmo com os recursos assegurados, a compra só poderá ocorrer depois de uma liberação da Fepam.
Nova área
Ademir José da Costa, presidente do Sindilojas e integrante do Sistema Fecomércio em Santa Maria, disse que outro local deverá ser adquirido, sem prejuízo do anterior, e que servirá para ampliação da nova sede do Sesc/Senac de Santa Maria. É na sede do antigo Café Visita, na Rua Daudt, cujo terreno faz ligação com o do antigo posto de combustível. Com projetos prontos e com recursos já assegurados, esta grande obra está sendo aguardada com muita expectativa.