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No exame, é feita coleta de pelos para detectar consumo de substâncias ilícitas em até 90 dias antes.
Após a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) ter enviado ofício aos departamentos estaduais de trânsito em que determina que passe a vigorar a exigência do exame toxicológico para emissão da 1ª CNH (Carteira Nacional de Habilitação) para carros e motos, o Detran gaúcho confirmou ao Diário nesta segunda-feira (18) que a medida já está valendo em todo o Rio Grande do Sul. Porém, apenas para processos iniciados a partir do último sábado (16).
Por meio de nota, o Detran RS esclareceu: "A Senatran enviou ofício aos Detrans, determinando o cumprimento do Art. 148-A, § 10 do CTB, incluído pela Lei Federal 15.153/2025. No Rio Grande do Sul, a exigência do exame toxicológico para a primeira habilitação vale exclusivamente para processos iniciados a partir de 16 de maio de 2026, não afetando candidatos que já estavam com processo em andamento antes dessa data."
O valor do exame toxicológico varia de acordo com o laboratório. Em Santa Maria, a média é de R$ 150, mas há laboratório que cobram mais. Segundo o Detran, "feito a partir da análise de cabelos ou pelos, visa identificar o consumo de determinadas substâncias psicoativas nos últimos 90 dias."
No caso da 1ª CNH, o candidato poderá apresentar o exame toxicológico até o final do processo de 1ª habilitação para as categorias A e B (moto e carro). Ou seja, até a emissão da Permissão para Dirigir, que é a carteira provisória.
A permissão vale por um ano e, se o motorista não cometer duas ou mais multas médias ou uma grave ou gravíssima, depois pode pedir a CNH definitiva.
Que substâncias são detectadas no exame toxicológico para CNH
- maconha
- derivados de maconha (haxixe)
- anfetamina
- LSD
- crack
- morfina
- cocaína
- heroína
- ecstasy